Procuradoria abre inquérito para investigar como megatraficante de armas, condenado a 27 anos, deixou a prisão de Bangu pela porta da frente

Procuradoria abre inquérito para investigar como megatraficante de armas, condenado a 27 anos, deixou a prisão de Bangu pela porta da frente

Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial vai apurar liberação de João Filipe Barbieri após cumprimento de apenas três anos da pena

Redação

12 de fevereiro de 2021 | 15h07

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta sexta-feira, 12, que abriu inquérito para apurar a soltura do traficante de armas João Filipe Barbieri, que deixou a cadeia no Rio de Janeiro após cumprir apenas três dos 27 anos de prisão.

A investigação, determinada pelo procurador Eduardo Benones, será conduzida pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do MPF.

Nesta primeira etapa, foram solicitados esclarecimentos da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado e da 8ª Vara Federal Criminal. O desembargador Marcelo Granado, relator do processo por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas aberto contra o traficante na Justiça Federal, também foi notificado sobre a apuração.

Complexo penitenciário de Gericinó (Bangu), na zona oeste do Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A suspeita é a de que Barbieri tenha usado um alvará de soltura falso para deixar o complexo de Bangu, na zona oeste do Rio, pela porta da frente em novembro de 2020. Embora já tenha recebido uma cópia do documento, o Ministério Público Federal ainda não confirmou a fraude.

O caso foi revelado na terça-feira, 9, pela TV Globo. O traficante é enteado de Frederick Barbieri, homem conhecido como ‘Senhor das Armas’, que hoje está preso nos Estados Unidos. A quadrilha teria enviado mais de mil fuzis ao Brasil dentro de aquecedores de piscina.

Segundo a reportagem, a soltura de Barbieri foi autorizada por uma decisão interlocutória – tomada durante o processo sem a resolução definitiva do caso. O alvará é atribuído pela Secretaria de Administração Penitenciária à 8ª Vara Federal Criminal do Rio. A Justiça Federal, no entanto, nega que tenha emitido qualquer documento para tirar o traficante da cadeia. Depois que o caso veio à tona, uma nova ordem de prisão foi emitida pelo desembargador.

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