Procuradora-geral denuncia deputado Luiz Sérgio por assessora fantasma

Procuradora-geral denuncia deputado Luiz Sérgio por assessora fantasma

De acordo com a denúncia, Camila Loures Paschoal tinha o cargo público de secretária parlamentar da Câmara dos Deputados, com 40 horas de trabalho semanais, enquanto atuava como estagiária na prefeitura municipal de Mendes (das 9h às 15h) e frequentava o curso de engenharia da produção na cidade de Vassouras (RJ), das 19h às 22h

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

28 de janeiro de 2019 | 17h58

Luiz Sérgio. Foto: Beto Barata/ AE

BRASÍLIA – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou denúncia contra o deputado federal Luiz Sérgio Nóbrega (PT-RJ) por desvio de recursos públicos ao empregar uma funcionária fantasma em seu gabinete.

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De acordo com a denúncia, Camila Loures Paschoal tinha o cargo público de secretária parlamentar da Câmara dos Deputados, com 40 horas de trabalho semanais, enquanto atuava como estagiária na prefeitura municipal de Mendes (das 9h às 15h) e frequentava o curso de engenharia da produção na cidade de Vassouras (RJ), das 19h às 22h.

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“Considerando o tempo dedicado ao estágio profissionalizante, ao curso superior e aos deslocamentos necessários para essas atividades, verifica-se notória a impossibilidade física de desempenho das funções do cargo público em que está investida, cuja jornada semanal é de 40 (quarenta) horas semanais”, afirma Raquel Dodge.

Segundo a PGR, Camila Loures Paschoal também foi “evasiva nas duas oportunidades em que foi ouvida” a respeito das supostas funções desenvolvidas como secretária parlamentar.

A Procuradoria-Geral da República ainda destacou que Camila registrou na rede social Facebook que desempanhava a função de estagiária na prefeitura, mas não fez “menção ao cargo de secretária parlamentar”.

“A despeito de ter sido nomeada para o cargo de secretária parlamentar e de receber a remuneração correspondente, Camila Loures Paschoal não exerceu, em momento algum, as funções públicas inerentes ao cargo de secretário parlamentar”, concluiu Raquel Dodge.

O desvio de recursos públicos teria totalizado R$ 49 mil, equivalente aos valores desembolsados de fevereiro de 2013 a março de 2015 com a nomeação de Camila.

COM A PALAVRA. Procurado pela reportagem, o parlamentar disse que vai se manifestar apenas nos autos do processo. “Não tenho nenhuma observação a ser feita”, disse. Camila Loures Paschoal não foi localizada. (Rafael Moraes Moura)

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