Procurador teme que Fernando Capez ‘torne a delinquir’

Procurador teme que Fernando Capez ‘torne a delinquir’

No requerimento ao Tribunal de Justiça em que pede suspensão do mandato do deputado na Assembleia Legislativa e também que seja afastado das funções de procurador de Justiça, chefe do Ministério Público de São Paulo alerta para possibilidade de tucano 'colocar em risco a ordem pública'

Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

16 Janeiro 2018 | 01h40

Gianpaolo Poggio Smanio. Foto: SUAMY BEYDOUN/FUTURA PRESS

O procurador-geral de Justiça de São Paulo Gianpaolo Smanio revelou sua preocupação com a possibilidade de o deputado Fernando Capez (PSDB) ‘tornar a delinquir’.

No requerimento que protocolou no Tribunal de Justiça do Estado, anexo à denúncia formal contra o tucano por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Alba Branca – investigação sobre a Máfia da Merenda -, Smanio destacou que a aproximação das eleições, em outubro, ‘autoriza o justo receio de que, no exercício da função parlamentar, o denunciado Fernando Capez torne a delinquir, de modo a colocar em risco a ordem pública’.]

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Smanio requereu a suspensão do mandato de Capez e seu afastamento das funções de procurador do Ministério Público paulista.

Ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Capez aspira voos mais altos. Até Alba Branca ser deflagrada, em janeiro de 2016, o tucano planejava disputar a sucessão pela cadeira ocupada pelo governador Geraldo Alckmin, do mesmo partido.

Mesmo depois que se tornou o principal alvo da investigação e teve quebrado seu sigilo bancário e fiscal por ordem judicial, Capez não desistiu de sonhar com o Palácio dos Bandeirantes.

A denúncia contra o parlamentar será analisada pelo Órgão Especial do TJ, formado por 25 desembargadores, os 12 mais antigos da Corte, 12 eleitos por seus pares e o presidente do tribunal.

Se a acusação contra Capez for acolhida pelos magistrados o deputado vira réu, o que enfraquecerá suas pretensões políticas.

Esta denúncia contra o tucano aponta exclusivamente para sua suposta incursão junto à Pasta da Educação do Estado.

A ofensiva da Máfia da Merenda sobre administrações municipais é alvo de outra investigação, sob competência do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3) porque envolve prefeitos e verbas públicas da União.

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