Procurador-geral diz que é grande o desafio “num País injusto e desigual”

Mateus Coutinho

18 Janeiro 2014 | 07h00

 Na posse de 77 novos promotores, Elias Rosa admite que ‘não á tarefa fácil’ alcançar ‘uma sociedade solidária’   

por Fausto Macedo

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, disse nesta sexta feira, 17, que é grande a responsabilidade de ser promotor de Justiça “num país injusto, social e economicamente, desigual e incapaz de atender as necessidades básicas dos homens”.

Na solenidade de posse de 77 novos promotores de Justiça substitutos, realizada no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, na Capital, Elias Rosa os chamou de “agentes da esperança, detentores da confiança, construtores de uma nova realidade que haverá de ser mais justa e menos desigual”.

“Nós os recepcionamos para a árdua e gratificante tarefa de promover a justiça em todos os seus sentidos possíveis, buscando a reversão de toda injustiça e reparando qualquer espécie de dano”, anunciou o procurador-geral.

Elias Rosa destacou que os novos promotores simbolizam “a virtude da esperança de que o Ministério Público seguirá com capacidade e eficiência na árdua tarefa de realizar os ideais da Justiça, de promover e tornar concreto os ideais da República e da democracia, de fazer prevalecer os direitos fundamentais, humanos e sociais”.

O procurador-geral de Justiça também observou que “a razão de ser do Ministério Público e de seus promotores e procuradores é tornar concreta a possibilidade de vivermos todos numa sociedade justa, igual e solidária”.

“Essa não é tarefa fácil”, admitiu Elias Rosa.

Ele ressaltou que o Ministério Público “vem superando seus desafios” e, por isso, figura em terceiro lugar entre as instituições de maior credibilidade no País, segundo recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, ficando atrás apenas da Igreja e das Forças Armadas.

O corregedor-geral do Ministério Público de São Paulo, Nelson Gonzaga de Oliveira, disse que o perfil do promotor de Justiça mudou em razão da nova realidade social. “Os senhores, promotores do futuro, viverão uma época de maior exigência, da sociedade e dos cidadãos, que clamam por mais justiça, melhor justiça e justiça mais célere.”