Procurador diz que PF ainda tem muito a investigar na Lava Jato

Carlos Lima diz que não há motivos para encerramento de grupo de trabalho de policiais destacados exclusivamente para os inquéritos do escândalo Petrobrás

Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Luiz Vassallo

06 de julho de 2017 | 18h58

Carlos Fernando dos Santos Lima. FOTO RODOLFO BUHRER / ESTADAO

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima reagiu à decisão do comando da Polícia Federal de extinguir o Gruto de Trabalho da Operação Lava Jato em Curitiba. Mais experiente membro da força-tarefa do Ministério Público Federal no berço do escândalo Petrobrás, ele afirmou que são “falsas” as afirmações de que “não há mais demanda” para a polícia no caso.

“Vejo que há pessoas postando afirmações falsas que não há mais demanda para a força-tarefa da Polícia Federal na Operação Lava Jato. Há centenas de investigações em andamento e com potencial de serem iniciadas”, escreveu Carlos Lima, em sua página no Facebook.

A PF, no Paraná, informou nesta quinta-feira, 6, que extinguiu o grupo criado em 2014 que atuava exclusivamente no caso Lava Jato. E que os inquéritos serão redistribuídos para a equipe da  Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor).

“Nenhuma razão há para o corte de verbas ou a redução do quadro, quanto mais para encerrar um trabalho ainda com tanta possibilidade de êxito. Bilhões foram recuperados para os cofres públicos”, argumentou o procurador.

“Qual é o interesse por trás disso?”

A PF informou que a medida visa “‘priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário”. Em nota, a polícia destacou que a medida “permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações”.

“O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros”, diz a direção-geral da PF, por meio de sua Divisão de Comunicação Social.

 

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