Procon contesta orientação da Runner a clientes sobre fechamento de unidade em Higienópolis

Procon contesta orientação da Runner a clientes sobre fechamento de unidade em Higienópolis

A academia havia divulgado comunicado no qual recomenda aos clientes peçam aos ‘administradores de seus cartões de crédito a interrupção das cobranças’

Luiz Vassallo e Julia Affonso

10 Agosto 2017 | 05h00

Foto: Reprodução/Instagram

A gerente de projetos do Procon, Patrícia Dias, afirmou, nesta quarta-feira, 9, que a academia Runner ‘deve viabilizar uma melhor forma para devolver os valores pagos’ pelos clientes da unidade de Higienópolis, em São Paulo, que fechou as portas sem aviso prévio. A empresa havia divulgado nota à imprensa na qual recomenda aos clientes peçam aos ‘administradores de seus cartões de crédito a interrupção das cobranças’. A sugestão foi contestada pelo Procon, em entrevista ao Estado.

ENVIE SUAS PERGUNTAS: Procon esclarece dúvidas relativas a estabelecimentos e prestadores de serviços que fecham as portas sem notificar ou adotar medidas para ressarcir seus clientes, como foi o caso da academia Runner, em Higienópolis, São Paulo

Publicado por Fausto Macedo em Quarta-feira, 9 de agosto de 2017

 

A academia, em Higienópolis, que fechou as portas no fim de julho, sem avisar, ainda não prestou esclarecimentos solicitados pelo Procon de São Paulo sobre o encerramento das atividades.

Os fiscais do órgão ouviram ainda alunos relatando que fecharam contrato com a unidade da Runner ‘poucas semanas’ antes de as portas da unidade da Avenida Angélica serem fechadas.

Uma multidão de 1,5 mil alunos ficou sem aula e sem seu dinheiro de volta. Muitos informaram que vão à Justiça.

Em comunicado à imprensa, a Runner elenca três modalidades de cobrança pelos serviços prestados. Uma delas era via 12 parcelas para anuidade.

Sobre este tipo de cobrança, a empresa sugeriu que ‘basta o aluno entrar em contato com a administradora de seu cartão de crédito e solicitar a interrupção das cobranças uma vez que os serviços não serão prestados’.

A gerente de projetos do Procon, Patrícia Dias, diz discordar da recomendação.

“Isso é muito complicado de o consumidor fazer. Primeiro que não foi ele que deu causa, foi o próprio estabelecimento, ela [Runner] tem que viabilizar uma melhor forma para devolver os valores pagos pelo consumidor, então, no caso do cartão, o contrato tá em vigência, no mês de agosto, a academia, está fechada, então ela tem de devolver neste mês. Com relação às próximas prestações ela tem que cancelar com administradora de cartão para o consumidor não ser descontado. Ou, se foi feito o desconto, ela tem de fazer o ressarcimento na próxima fatura”.

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