‘Pro Michel eu dei’, confessa delator

‘Pro Michel eu dei’, confessa delator

Em sua delação, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, esclareceu aos procuradores uma frase enigmática gravada por ele próprio no dia 10 de março com o ex-senador José Sarney (PMDB-AP); ele afirmou que se referia ao presidente em exercício

Julia Affonso, Fausto Macedo, Mateus Coutinho, Isadora Peron, Gustavo Aguiar e Ricardo Brandt

15 de junho de 2016 | 15h12

Michel Temer. Foto: André Dusek/Estadão

Michel Temer. Foto: André Dusek/Estadão

Em um dos depoimentos que prestou à força-tarefa da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro esclareceu pontos da conversa que ele próprio gravou no dia 10 de março com o ex-senador José Sarney (PMDB-AP). Naquela ocasião, Sérgio Machado disse a Sarney: ‘Pro Michel eu dei’.

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Aos procuradores da Lava Jato, ele afirmou que se referia ao presidente em exercício Michel Temer (PMDB).

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Os procuradores questionaram o ex-presidente da Transpetro sobre o significado da frase. Ele contou que se referia à operação para uma suposta captação de propinas para abastecer a campanha do peemedebista Gabriel Chalita na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012.

“Sobre a conversa gravada de 10 de março com Sarney, o depoente esclarece que, quando disse “pro Michel eu dei” referiu-se ao vice-presidente Michel Temer; que Michel Temer apoiava, na eleição municipal de 2012, salvo engano, o candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita”, declarou.

De acordo com o delator, Michel Temer lhe disse que estava com problema no financiamento da candidatura do Gabriel Chalita e perguntou se ele poderia ajudar.

“O depoente disse que faria um repasse através de uma doação oficial no valor de R$ 1,5 milhão.”

O delator apontou o nome de uma empreiteira que teria feito repasse. “Ambos acertaram o valor, que ficou em R$ 1,5 milhão; que a empresa que fez a doação – no valor ajustado – foi a Queiroz Galvão.”

 

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