‘Prisão de radicais é correta; liberdade de expressão não protege ameaças e crimes’, diz Moro após PF prender líderes do ‘300 do Brasil’

‘Prisão de radicais é correta; liberdade de expressão não protege ameaças e crimes’, diz Moro após PF prender líderes do ‘300 do Brasil’

Segundo o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, o debate público 'pode ser veemente, mas não criminoso'

Redação

15 de junho de 2020 | 11h32

O ex-ministro Sérgio Moro anuncia seu pedido de demissão. Foto: Evaristo Sá / AFP

Após a Polícia Federal prender a militante bolsonarista Sara Winter e buscar outros cinco líderes do ‘300 do Brasil’, o ex-ministro Sérgio Moro afirmou em publicação no Twitter que a ‘prisão de radicais’ que ameaçam o Supremo Tribunal Federal e seus ministros é correta. “A liberdade de expressão protege opiniões, mas não ameaças e crimes. O debate público pode ser veemente, mas não criminoso”, declarou o ex-juiz.

A prisão de Sara Winter e de outros cinco militantes bolsonaristas foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos. Segundo apurado pelo Estadão, os militantes são investigados pelo crime de associação criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal.

Os pedidos de prisão foram feitos pelo vice-procurador-geral da República Procuradoria-Geral da República Humberto Jacques de Medeiros e enviados ao gabinete de Alexandre na sexta feira, 12.

Em nota, a PGR indicou que há indícios ‘de que o grupo continua organizando e captando recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional’. O objetivo das prisões temporárias, com duração de cinco dias, ‘é ouvir os investigados e reunir informações de como funciona o esquema criminoso’, diz o Ministério Público Federal.

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