PRF prende três da milícia ‘Bonde do Ecko’

PRF prende três da milícia ‘Bonde do Ecko’

Homens acusados de integrar grupo chefiado por Wellington da Silva Braga, o ' Ecko' ou 'Didi', um dos criminosos mais procurados do País foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio, diz a Polícia Rodoviária Federal

Redação

02 de fevereiro de 2020 | 15h10

Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal prendeu na noite deste sábado, 1, em Seropédica, três homens suspeitos de integrar o ‘Bonde do Ecko’, milícia que atua na Zona Oeste do Rio sob comando de Wellington da Silva Braga, o ‘Ecko’ ou ‘Didi’, um dos criminosos mais procurados do País. Durante abordagem do trio na BR-465, a antiga Rio-São Paulo, os policiais rodoviários federais aprenderam armas, munições e R$ 23 mil em espécie.

Os agentes do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da 1ª Delegacia (Duque de Caxias) constataram que o carro conduzido pelo trio possuía placas clonadas e registro de roubo. O crime aconteceu na Taquara, em julho de 2018.

O motorista estava foragido da Justiça desde fevereiro de 2019, quando teve sua prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal de Santa Cruz. Ele é suspeito de torturar uma pessoa na Favela do Aço em 2015. Segundo a PRF, a vítima estava prestes a ser executada, mas foi salva durante operação no local.

Durante a abordagem a PRF encontrou duas pistolas 9mm e uma .40, todas com a numeração raspada. Além disso, foram apreendidos dez carregadores, munições, rádio transmissor, capa tática com colete balístico, cintos de guarnição, uniformes camuflados, coturno, touca ninja, seis celulares e R$ 23 mil em espécie.

A ocorrência foi encaminhada para a 52ª DP (Nova Iguaçu) e os presos foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio.

‘Bonde do Ecko’

Segundo a PRF, a milícia ‘Bonde do Ecko’ atua explorando o controle de postos de combustíveis, transporte irregular, sinais clandestinos de internet e TV a cabo, venda de botijões de gás e até a extração de saibro.

O grupo era anteriormente chamado de ‘Liga da Justiça’, uma das maiores milícias do Estado.

Ecko assumiu a liderança da mílicia em 2017, após a morte de seus irmão, Carlos Alexandre Braga, o ‘Carlinhos Três Pontes’. O grupo atua extorquindo comerciantes e moradores nas regiões da zona oeste do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense.

Foto: Ministério da Justiça

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.