Previdência e projeto anticrime podem ser tratados em conjunto, diz Moro

Previdência e projeto anticrime podem ser tratados em conjunto, diz Moro

Ministro da Justiça admite que prioridade é debelar crise fiscal, mas não vê problemas em tramitação paralela das propostas

Julia Affonso e Mateus Fagundes

07 de fevereiro de 2019 | 15h21

Sérgio Moro. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse acreditar nesta quinta-feira, 7, que a Reforma da Previdência e seu projeto anticrime ‘podem ser tratados em conjunto’ pela Câmara. Moro apresentou sua proposta a 300 advogados durante um almoço do Instituto dos Advogados de São Paulo, na capital paulista.

O projeto de Moro criminaliza o caixa 2 nas campanhas eleitorais e endurece penas para crime organizado e corrupção.

“Acho que a prioridade do governo é a Reforma da Previdência, existe uma crise fiscal e isto precisa ser debelado, mas como o próprio presidente (da Câmara, Rodrigo Maia) disse as duas questões podem ser tratadas em paralelo. Ao meu ver, uma não prejudica a outra”, disse.

“Pelo contrário, apenas demonstra um empenho do governo do presidente Bolsonaro em enfrentar essas duas questões que são as duas principais questões que afligem a população brasileira. O problema fiscal que afeta a qualidade dos serviços públicos, os recursos começam a faltar e, por outro lado, a questão da segurança pública e da própria corrupção. Essas questões podem ser tratadas em conjunto.”

Sérgio Moro declarou ainda que não vê como seu projeto poderia contaminar a discussão sobre a Reforma da Previdência. O ministro disse ter certeza qur o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ‘vai olhar com carinho esse projeto e dar a ele os trâmites adequados.

“Impossível prever o tempo do processo legislativo, seria até indelicado. O que estamos colocando é que estamos abertos ao diálogo, a sugestões e críticas não só do Parlamento, mas da sociedade civil, da imprensa. É um projeto que vem do governo Bolsonaro, mas é um projeto que interessa a toda a sociedade”, afirmou.

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