Presos por propinas a Dirceu passam por exames médicos

Presos por propinas a Dirceu passam por exames médicos

Eduardo de Meira e Flávio Macedo, sócios da Credencial Construtora, estão sob suspeita de repasses ilícitos a ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e foram levados pela PF ao Instituto Médico Legal de Curitiba

Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

25 de maio de 2016 | 13h03

PR - LAVA JATO/OPERAÇÃO VÍCIO - POLÍTICA - Os empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique Macedo, sócios da Credencial Construtora, que foram presos ontem (24) durante a 30ª fase da Lava Jato, são conduzidos para a realização de exames de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba, no Paraná, na manhã desta quarta-feira (25). Segundo as investigações, a construtora foi usada no repasse de propinas. 25/05/2016 - Foto: GIULIANO GOMES/ESTADÃO CONTEÚDO

Os empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique Macedo, sócios da Credencial Construtora, presos na 30ª fase da Lava Jato. Foto: GIULIANO GOMES/ESTADÃO CONTEÚDO

Os empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique Macedo, sócios da Credencial Construtora e Empreendimentos, foram submetidos a exames nesta quarta-feira, 25, no Instituto Médico Legal de Curitiba. Eles foram presos em caráter preventivo na terça, 24, pela Polícia Federal na 30.ª fase da Operação Lava Jato, denominada Vício, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.
Meira e Macedo vão ficar na Custódia da PF.

Segundo a PF e a Procuradoria da República, a Credencial foi utilizada para viabilizar o pagamento de propina ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (Governo Lula) e seu irmão, o advogado Luiz Eduardo de Oliveira e Silva.

Dirceu já está condenado na Lava Jato a 23 anos e três meses de prisão em outro processo, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com as investigações, a Credencial recebeu mais de R$ 30 milhões, não declarou nenhum empregado, e os sócios sacaram na boca do caixa a maior parte dos recursos. A sede da empresa funciona na residência de um dos sócios e segundo a PF, a companhia transferiu valores para o grupo político do PT que mantinha o engenheiro Renato Duque na diretoria de Serviços da Petrobrás.