Preso na Carne Fraca relata ‘apnéia durante o sono’ e pede domiciliar

Preso na Carne Fraca relata ‘apnéia durante o sono’ e pede domiciliar

Defesa de agente de inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Carlos Cesar custodiado preventivamente relatou ainda à Justiça 'diversas doenças'; juiz Marcos Josegrei da Silva mandou médico avaliar o caso

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Luiz Vassallo

29 Março 2017 | 05h15

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal, em Curitiba, determinou que um médico do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, avalie o estado de saúde do agente de inspeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Carlos Cesar, preso na Operação Carne Fraca. A defesa de Carlos Cesar informou à Justiça que o agente da Agricultura ‘é portador de diversas doenças’ e pediu a conversão da prisão preventiva em custódia domiciliar.

Carlos César está preso desde 17 de março no Complexo Médico-Penal. Segundo a Carne Fraca, o agente atua como motorista da chefe do Serviço de Inspeção no Estado do Paraná, Maria do Rocio – também presa preventivamente – e é também presidente da Associação dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Atefa do Paraná).

Segundo a investigação, Carlos Cesar ‘apareceu em diversos diálogos que demonstram ser ele um grande articulador dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e braço direito de Maria do Rocio em atividades ilícitas, intermediando o contato dela com empresários locais’.

Em manifestação ao magistrado, o advogado Marden Maués listou os problemas de saúde de Carlos César: hipertensão arterial, dislipidemia – alteração do metabolismo dos lipídios -, apnéia obstrutiva durante o sono e espondilite anquilosante – doença inflamatória crônica. A defesa informou à Justiça que para controlar a apnéia é ‘necessário o uso diário de equipamento para reduzir a pressão respiratória ou mesmo corrigir eventuais obstruções respiratórias’.

O criminalista Marden Maués colocou Carlos Cesar à disposição ‘para ser submetido a perícia médica’.

Nesta segunda-feira, 27, o juiz da Carne Fraca afirmou que caso Carlos César ‘necessite de tratamento em unidade de terapia intensiva, será este, por óbvio, transferido para um hospital, já que nem o estabelecimento prisional, muito menos a residência do requerente, possui UTI para tratamento de eventuais complicações das doenças’.

“Considerando as condições de saúde de Carlos César apontadas pela defesa, oficie-se ao Diretor do Complexo Médico Penal para que, em caráter de urgência, um médico daquele estabelecimento, de preferência o Dr. Ary Santos Neto, avalie o atual estado de saúde do requerente, apontando eventuais doenças/problemas de saúde e seu grau, eventuais sintomas delas decorrentes, bem como informe a este Juízo se o referido local possui estrutura para seu atendimento e/ou tratamento”, determinou o juiz da Carne Fraca.

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