Preso na Calicute, amigo de Cabral é solto por engano

Preso na Calicute, amigo de Cabral é solto por engano

Luiz Carlos Bezerra, apontado como operador de propinas, conseguiu habeas corpus referente a sua prisão por porte ilegal de armas, mas juiz Marcelo Bretas determinou que ele fosse detido novamente devido ao risco que pode oferecer às investigações

Mateus Coutinho

24 de novembro de 2016 | 15h24

alvara

Um dos presos da operação Calicute foi libertado nesta quarta-feira, 23, por engano. Luiz Carlos Bezerra, amigo de infância do ex-governador Sérgio Cabral, e apontado como operador do esquema que recebeu pelo menos R$ 224 milhões de propinas de empreiteiras, tinha sido preso em flagrante na quinta-feira, 17, por porte ilegal de armas, além do mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da 7ª Vara Federal , Marcelo Bretas.

Na terça-feira, 22, o juiz da 3ª Vara Criminal Federal concedeu habeas corpus pelo porte ilegal de armas. O alvará de soltura trazia a ressalva: “se por outro motivo não tiver que permanecer preso”.Bezerra foi libertado na manhã de quarta-feira, 23. Nesta quinta-feira, 24, Bretas determinou que Bezerra seja preso novamente.

Ele classificou a libertação dele “grave erro material durante o cumprimento do alvará de soltura (…), quando foi desconsiderada a prisão preventiva anteriormente ordenada” pela 7ª Vara Federal. Na decisão, Bretas determina ainda que Bezerra fique isolado dos demais presos, já que “durante o período em que esteve em liberdade pode ter obtido informações que, se compartilhadas, podem acarretar prejuízo às investigações”.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) ainda não se pronunciou sobre a libertação de Bezerra.

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