Preso com coronavírus será isolado para tratamento e terá visitas suspensas em São Paulo

Preso com coronavírus será isolado para tratamento e terá visitas suspensas em São Paulo

Não há casos confirmados ou mesmo de suspeita da doença nos presídios paulistas, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária, que faz campanha de prevenção e vai adiantar vacinação contra a gripe

Luiz Vassallo

13 de março de 2020 | 12h47

Foto: Rafael Arbex / Estadão

A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo afirmou, nesta sexta-feira, 13, que não há casos ou suspeita de coronavírus entre os detentos de penitenciárias do Estado. Se um preso contrair a doença, ele será isolado para tratamento, e suas visitas serão suspensas.

Brasil tem 77 casos confirmados que estão distribuídos por 10 Estados, a maioria em São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 1.422 casos suspeitos e 1.163 análises foram descartadas. (veja a cobertura ao vivo aqui)

Nesta quinta-feira, 12, a pasta informou que vai dobrar o número de leitos para atender a demanda por conta da doença. O anúncio foi feito após o Estado revelar que o ministério criou apenas 10% de novos leitos no plano de combate ao novo coronavírus.

São Paulo é o Estado que abriga a maior população carcerária do País, com 233 mil apenados.

A Secretaria de Administração Penitenciária relata que foi ‘elaborado, pela Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciária, um Plano de Contingência para caso haja suspeita de contaminação com o coronavírus em alguma unidade prisional do Estado’. “Além disso, para prevenção estão sendo afixados cartazes com informações sobre a doença e orientações sobre a prevenção, bem como orientação direta aos servidores, visitantes e funcionários para também mantê-los a par dos sintomas e das melhores formas de prevenção”.

“A Pasta integra o Centro de Operações de Emergência (COE) de SP específico para coronavírus, criado pelo Governo Estadual com o objetivo de assessorar a Secretaria de Saúde na organização e normatização de ações de prevenção, vigilância e controle referentes à infecção humana pelo novo coronavírus (2019-nCOV)”, diz a SAP.

Segundo a Secretaria, no eventual ‘surgimento de algum caso suspeito, o preso deverá ser isolado e será contatada a Vigilância Epidemiológica local’. “As visitas ao preso serão suspensas e os servidores que estarão em contato com o paciente, sejam da área de segurança ou saúde, deverão usar mecanismos de proteção padrão como máscaras cirúrgicas e luvas descartáveis”.

“Se for confirmado, além de continuar seguindo os procedimentos descritos acima, o preso será mantido em isolamento na enfermaria durante todo o período de tratamento. A equipe de saúde deverá monitorar a situação para verificar se há possibilidade de novos casos. Em unidades com inclusão automática de estrangeiros o procedimento é entrar em contato com a Polícia Federal, para verificar se as providências preventivas foram tomadas, e observar se o preso apresenta qualquer sintoma por 14 dias”, afirma a pasta.

Segundo a Secretaria, ainda, a ‘vacina contra a gripe será antecipada este ano nas unidades, em parceria a Divisão de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde’.

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