Presidente do TJ-SP diz que “não há motivo para digladiar” com promotores

Mateus Coutinho

24 Janeiro 2014 | 17h35

Renato Nalini e procurador-geral Elias Rosa põem fim à crise entre o tribunal e o Ministério Público

por Fausto Macedo

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador José Renato Nalini, disse nesta sexta feira, 24, que “não há motivo para nos digladiar”, em alusão à crise que se instalou entre a Corte e o Ministério Público de São Paulo, em meados de 2013, quando o TJ tentou desalojar os promotores de Justiça de 58 fóruns.

Nalini visitou o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa. O encontro afastou o de vez o clima de tensão que marcava as relações dos dois poderes. Em entrevista ao repórter André Guilherme Delgado, da Rádio Jovem Pan, o presidente do TJ declarou. “Nós não temos motivo para nos digladiar por causa de uma questão que pode ser resolvida através do diálogo. Fui promotor durante quatro anos, tenho respeito enorme pelo Ministério Público.”

O desembargador destacou que, percorrendo as Comarcas do Estado, durante seu mandato de corregedor-geral do TJ, entre 2012 e 2013, verificou “que a paz e a concórdia são sentimentos que une a maior parte dos promotores e juízes”.

“Não há motivo para que um espaço que é do povo não possa ser partilhado pelos parceiros da Justiça que são xipófagos, o Ministério Público e a Magistratura, tanto que em outros países é uma carreira só. Não há porque aqui nós fazermos um cavalo de batalha por questões menores. O que interessa é que o povo seja bem atendido por ambas as instituições.”

 

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