Presidente do Sindicato de Educação Física do DF posta vídeo com arma na mão e vira alvo de batida policial

Presidente do Sindicato de Educação Física do DF posta vídeo com arma na mão e vira alvo de batida policial

Agentes da Polícia de Brasília apreenderam na casa de Lázaro de Sousa Barrozo uma espingarda, duas pistolas de airsoft, uma carabina 22 e um revólver; ele alega ser vítima de fakenews

Jayanne Rodrigues

02 de fevereiro de 2022 | 18h29

Lázaro de Sousa Barrozo, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação Física do Distrito Federal (Sinpef-DF), teve mandado de apreensão e busca em sua residência, após vídeo publicado nas redes sociais em que aparece armado. Na casa, havia uma espingarda, duas pistolas de airsoft, uma carabina calibre 22, munição e um revólver. Os detalhes do caso surgiram depois que a gravação feita pelo educador físico repercutiu na internet. Assista o vídeo:

Sindicatos de academias do Distrito Federal criticaram a conduta de Lázaro. Isso porque as imagens foram feitas um dia após a liminar que derrubou a lei defendida pelo educador, no dia 24 de janeiro. “Pessoal, boa tarde. Eu estou indo ali pagar a anuidade. Alguém está precisando de alguma coisa?”, zomba no vídeo com uma arma na mão. A norma que está suspensa foi aprovada no dia 5 de janeiro e prevê o acompanhamento de personal trainers em academias sem a cobrança de taxa extra. O projeto de lei é de autoria do deputado distrital Jorge Vianna (Podemos). 

Mas para a categoria de academias do DF, a lei é inconstitucional. “Ela obriga que as empresas recebam um profissional externo para explorar comercialmente o seu espaço. Mesmo que cobre taxa, não é bom para a iniciativa privada”, afirma Thaís Yeleni, presidente do Sindac-DF. Com esse impasse entre as entidades, os ataques e farpas nas redes sociais foram intensificadas por parte de Lázaro. 

Após a acusação de posse de armas, o educador físico alegou em uma declaração feita na página do Sinpef-DF no Instagram ser vítima de fake news: “Eu ia ficar tão indignado assim em pegar uma arma e ameaçar? Tudo fora de contexto”. Ele acrescenta, “isso é parte de uma busca política e de cancelamento da imagem pessoal, profissional e sindical. Já que fui parte atuante para que a lei 7058 de 2022 fosse sancionada”. Sobre a presidência dele no sindicato, Thaís Yeleni diz que tem subsídios de que “a eleição não foi convocada e a categoria [educadores físicos] não ficou sabendo.”

COM A PALAVRA, LÁZARO DE SOUSA BARROZO

A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Profissionais em Educação Física do Distrito Federal, mas não houve retorno até a publicação deste texto. O espaço está aberto para manifestação. 

Em vídeo publicado na página do instagram do Sinpef-DF, o acusado fez uma live falando sobre o caso. Abaixo o vídeo na íntegra:

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