Presidente do PP é alvo do Supremo

O senador Ciro Nogueira, do Piauí, investigado na Lava Jato, disse no Twitter na quarta-feira, 4, que renunciaria ao mandato se surgisse 'prova objetiva' contra ele

Redação

06 de março de 2015 | 22h47

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso

O presidente nacional do PP, senador pelo Piauí Ciro Nogueira, teve o nome incluído na lista de 49 políticos alvos de inquérito aberto a pedido da Procuradoria Geral da República, por suposto envolvimento com esquema de corrupção na Petrobrás, alvo da Operação Lava Jato.

Foram feitos três pedidos em que aparecem o nome de Nogueira, dois foram arquivados em relação a ele, mas um foi determinada abertura de investigação. O senador afirmou na terça-feira, 3, pelo Twitter, que renunciará ao cargo, caso surja ‘qualquer prova objetiva’ que manche sua atitude como homem público.

Ciro Nogueira. Foto: Lia de Paula/Divulgação

Ciro Nogueira. Foto: Lia de Paula/Divulgação

O nome do parlamentar foi ligado ao do doleiro Alberto Youssef e ao do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, ambos delatores do esquema de corrupção e propina na Petrobrás.

“Assumo mais uma vez este compromisso porque tenho consciência plena de meus atos e sei que as acusações não tem nenhuma base na realidade”, disse o senador no Twitter, há três dias. “Desde o início, agora e até o final desta circunstância política, mantive, mantenho e manterei uma única posição: jamais tive qualquer relação imprópria com qualquer dos acusados da operação Lava Jato.”

Nogueira é presidente nacional do PP, partido que mais tem alvos dos inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 6. O partido, junto com o PT e o PMDB, são acusados de lotear diretorias da Petrobrás para arrecadar entre 1% e 3% de propina em grandes contratos, mediante fraudes em licitações e conluio de agentes públicos com empreiteiras organizadas em cartel.

VEJA A LISTA COM NOMES DOS POLÍTICOS QUE SERÃO INVESTIGADOS PELO STF

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