Presidente da Câmara de Mongaguá assume cadeira de prefeito tucano preso com fortuna no guarda-roupa

Presidente da Câmara de Mongaguá assume cadeira de prefeito tucano preso com fortuna no guarda-roupa

Artur Parada Prócida (PSDB) teve mandato cassado; ele foi flagrado na Operação Prato Feito, da PF, com R$ 4,6 milhões e mais US$ 216,7 mil em dinheiro vivo em sua residência

Julia Affonso e Fausto Macedo

18 de agosto de 2018 | 20h37

Rodrigo Casa Branca durante reunião da prefeitura de Mongaguá. FOTO: DIVULGAÇÃO

Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (PSDB), assumiu a prefeitura de Mongaguá na tarde deste sábado, 18. Nesta sexta-feira, 17, os vereadores da Câmara de Mongaguá, no litoral paulista, aprovaram por maioria a cassação do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB) e do vice Márcio Melo Gomes, o ‘Márcio Cabeça’.

O ato deste sábado teve a presença dos vereadores Ari, Prof. Alex, Carlão da Imobiliária, Carlos Cafema, Dr. Pedro, Luciano Lara, Léo e Tubarão. O agora prefeito conversou com trabalhadores da prefeitura e vistoriou as dependências do Paço Municipal, acompanhado por integrantes da Guarda Civil Municipal.

De forma pacífica, Márcio Cabeça, então prefeito interino, entregou as chaves da prefeitura, logo após ser notificado sobre a decisão da Câmara de Mongaguá sobre a cassação.

Prócida foi preso pela Polícia Federal em maio, na Operação Prato Feito. O então prefeito mantinha oculta uma fortuna em dinheiro vivo em um guarda-roupa em sua casa – R$ 4.613.610 e mais US$ 216.763, cédulas empilhadas organizadamente. O tucano continua preso.

Foto de aproximadamente R$ 4,6 milhões e US$ 217 mil, apreendidos na residência de Artur Prócida em Mongaguá/SP. CRÉDITO: PF

Prócida alegou à PF que a dinheirama tinha origem em ‘sobras de campanha’ e ‘doação do pai’.

A Prato Feito põe sob suspeita pelo menos 30 prefeituras paulistas por fraudes. Treze prefeitos são investigados, além de quatro ex-prefeitos, 27 funcionários públicos, um vereador e 29 empresas. Também são alvo da PF e do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União secretários municipais e lobistas.

A PF pediu a prisão de 62 investigados, mas a Justiça Federal autorizou em maio apenas buscas.

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