Prefeito foragido poderá fazer campanha nas barbas da polícia

Prefeito foragido poderá fazer campanha nas barbas da polícia

Ruy Muniz (PSB), de Montes Claros, em Minas, candidato à reeleição e com prisão decretada pelo Tribunal de Justiça por fraudes na compra de combustíveis, se beneficia da regra eleitoral que proíbe prisão de candidatos nos 15 dias que antecedem o pleito

Fábio Fabrini, de Brasília, e Leonardo Augusto, de Belo Horizonte

16 de setembro de 2016 | 05h10

Ruy Muniz. Foto: Divulgação

Ruy Muniz. Foto: Divulgação

Foragido da Justiça, o prefeito afastado de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB), poderá reaparecer e fazer campanha eleitoral nas barbas da Polícia Civil de Minas a partir de sábado, 17. Candidato à reeleição, ele poderá se beneficiar de uma regra da legislação eleitoral: nos 15 dias que antecedem o pleito, marcado este ano para 2 de outubro, nenhum concorrente a cargo eletivo pode ser preso ou detido, salvo em caso de flagrante delito.

Muniz foi alvo nesta quinta-feira, 15, de um mandado de prisão, o segundo neste ano, decretado na Operação Tolerância Zero. Os policiais, contudo, não o encontraram. O prefeito ganhou visibilidade nacional ao ser elogiado pela mulher, a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG), na sessão da Câmara que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, em 17 de abril. No dia seguinte ele foi preso pela primeira vez, pela Polícia Federal, por suposto uso de verba pública para favorecer hospitais privados a ele ligados.

Muniz foi solto em julho, por ordem do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), e lançou sua candidatura. O novo mandado de prisão foi por ordem do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Conforme as investigações da Polícia Civil de Minas, o prefeito é suspeito de fraudes na compra de combustíveis pela Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização de Montes Claros (ESURB).

Foram presos nesta quinta o filho de Ruy Muniz, Ruy Gabriel Queiroz Muniz, um assessor e o diretor da Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização de Montes Claros (ESURB).

Procurada, a assessoria da prefeitura de Montes Claros informou que não iria comentar o caso. A reportagem também entrou em contato com o gabinete de Raquel Muniz, mas foi informado que a deputada ainda não tinha um posicionamento.

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