Prefeito é afastado por suspeita de corrupção em Potim

Edno Felix (PSD) foi alvo nesta sexta-feira, 16, de buscas da Operação Unus em sua residência e no gabinete

José Maria Tomazela / SOROCABA

17 de setembro de 2016 | 14h17

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou, nesta sexta-feira (16), o afastamento do prefeito Edno Felix (PSD), suspeito de desviar dinheiro da prefeitura de Potim, pequeno município no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. No mesmo dia, a prefeitura, a casa do prefeito e residências de outros cinco investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Felix e as outras pessoas são investigados na Operação Unus, do Ministério Público de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado e Polícia Civil por suspeita de fraudes e desvios de recursos públicos. O prefeito é candidato à reeleição e ainda pode entrar com recurso.

A investigação foi iniciada em março deste ano. Entre as supostas irregularidades, o TCE apurou gastos de R$ 207 mil em remédios contra hipertensão que não entraram na central de medicamentos do município. Teria havido ainda fraude em licitações e emissão de notas frias envolvendo cinco empresas.

Também foram gastos R$ 2,8 milhões em obras que estariam abandonadas.

De acordo com a Polícia Civil, com base nas provas do inquérito policial, o tribunal decretou a suspensão do exercício da função pública pelo prefeito e demais investigados, determinando ainda a proibição de frequentar repartições públicas municipais. O vice-prefeito André Luiz Bertulino (DEM) assume a prefeitura, mas o afastamento de Felix não impede que ele continue em campanha para a reeleição.

Segundo a Polícia Civil, os envolvidos já foram denunciados pelo Ministério Público e aguardarão o processo em liberdade.

A defesa de Felix informou que vai entrar com recurso e que ele se “manifestará oportunamente”.

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