Prefeito de Vitória afirma que interditou ‘área de trabalho’ Vale e multou mineradora em R$ 35 mi

Prefeito de Vitória afirma que interditou ‘área de trabalho’ Vale e multou mineradora em R$ 35 mi

Luciano Rezende (PPS) relata a insistência da mineradora em emitir poluentes e despejá-los no mar

Redação

07 de fevereiro de 2019 | 23h22

Foto: Reprodução / Facebook

O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), afirmou, por meio de suas redes sociais, ter ‘interditado uma área de trabalho’ dentro de um pátio da Vale no Complexo de Tubarão.

“Estamos multando a empresa, temos acompanhado há muito tempo. Multamos novamente em 35 milhões. E as emissões continuam, tanto em pó preto quanto os poluentes que estão sendo jogados dentro do mar”, afirmou.

Interditamos a VALE do RIO DOCE e a multamos novamente. Dessa vez em 35 milhões de reais!

Publicado por Luciano Rezende em Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

De acordo com o prefeito, novas sanções podem ser aplicadas. Ele relatou que outras empresas de mineração vem sendo multadas na cidade em razão de emissão de poluentes.

“A medida que as multas foram se acumulando, estamos chegando ao limite de outras medidas, como essa interdição”, afirmou.

A multa foi aplicada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O prefeito relata que o limite de emissão de ‘pó preto’ por mineradoras foi reduzido em 2014.

A Vale protagonizou duas gigantes tragédias ambientais brasileiras, em Mariana, e Brumadinho, em Minas Gerais. Na primeira, ocorrida em novembro de 2015, a lama de rejeitos de uma barragem rompida da Samarco – que tem a Vale como controladora – provocou o maior impacto ambiental. Um dos estados atingidos, decorrente da poluição da bacia hidrográfica do Rio Doce, foi Espírito Santo.

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