Prefeito de Osasco paga fiança de R$ 300 mil e se livra de voltar à prisão da Caça-Fantasmas

Prefeito de Osasco paga fiança de R$ 300 mil e se livra de voltar à prisão da Caça-Fantasmas

Rogério Lins (PTN), alvo de investigação sobre rombo de R$ 21 milhões na Câmara municipal, tomou posse no domingo, 1º, menos de 48 horas depois de sair da Penitenciária de Tremembé, sob compromisso de recolher montante imposto por desembargador

Fábio Serapião e Fausto Macedo

02 de janeiro de 2017 | 18h10

Rogério Lins (PTN) na cerimônia de posse. Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA

Rogério Lins (PTN) na cerimônia de posse. Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA

O prefeito de Osasco Rogério Lins (PTN) pagou nesta segunda-feira, 2, fiança de R$ 300 mil e assim se livrou de voltar para a prisão da Operação Caça-Fantasmas – investigação sobre desvios de R$ 21 milhões na Câmara municipal. Lins tomou posse no domingo, 1º, menos de 48 horas depois de deixar a Penitenciária de Tremembé, no interior do Estado, beneficiado por decisão do desembargador Fábio Gouvêa, do Tribunal de Justiça de São Paulo – para libertar o prefeito, no entanto, o magistrado impôs a ele a fiança.

Na sexta-feira, 30, Lins não conseguiu recolher o valor determinado pelo desembargador sob alegação de que o sistema bancário não funcionou. O prefeito conseguiu autorização judicial para pagar a fiança nesta segunda-feira, 2, o que, de fato ocorreu, segundo informou o Tribunal de Justiça.

Lins e mais 13 vereadores são acusados na Operação Caça-Fantasmas. O Ministério Público Estadual afirma que o prefeito, enquanto vereador de Osasco, e seus colegas na Câmara provocaram rombo de R$ 21 milhões aos cofres públicos por meio de um esquema de contratação de funcionários fantasmas desde 2009 – os apadrinhados eram contratados, mas em contrapartida obrigados a devolver a maior parte dos salários para os próprios vereadores, segundo a investigação.

Neste domingo, 1º, Lins foi empossado prefeito de Osasco. Ele nega a prática de atos ilícitos e afirma inocência.

Os 13 vereadores acusados na Caça-Fantasmas também terão que recolher R$ 300 mil cada. Seis deles foram reeleitos, mas não tomaram posse porque permanecem presos.

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