Prefeito de Foz é denunciado por desvios de R$ 5 mi

Prefeito de Foz é denunciado por desvios de R$ 5 mi

Alvo da Operação Pecúlio e em prisão domiciliar, Reni Clóvis Pereira (PSB) é acusado pelo Ministério Público Federal por corrupção, peculato, usurpação de função pública, organização criminosa

Julia Affonso e Mateus Coutinho

05 de agosto de 2016 | 13h31

Reni Clóvis. Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu

Reni Clóvis. Foto: Prefeitura de Foz do Iguaçu

O Ministério Público Federal denunciou o prefeito afastado de Foz do Iguaçu (PR), Reni Clóvis de Souza Pereira (PSB) na Operação Pecúlio, que investiga desvios de R$ 5 milhões dos cofres públicos. Reni está em prisão domiciliar.

A Procuradoria da República listou na acusação de 478 páginas os crimes que teriam sido cometidos pelo prefeito: corrupção ativa e passiva, peculato, usurpação de função pública, inúmeros ilícitos referentes a fraudes a licitações, formação de organização criminosa, coação no curso de inquérito policial e da ação penal.

A Operação Pecúlio desbaratou um esquema montado dentro da Prefeitura de Foz do Iguaçu. As investigações resultaram, em 23 de junho, no recebimento da denúncia da Procuradoria da República no Paraná pela Justiça Federal. Com a decisão, 85 alvos passaram a responder como réus pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e fraude à licitação.

O prefeito tem foro privilegiado perante o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Ele poderá apresentar defesa antes de a Corte analisar se recebe a denúncia – neste caso, Reni Pereira se torna réu em ação penal.

Reni Pereira está preso em caráter domiciliar desde 14 de julho ‘para não atrapalhar as investigações’. Segundo a Procuradoria, o prefeito não pode receber visitas sem autorização judicial e nem usar telefones celulares e internet, salvo para contatos com o defensor e familiares.

Por decisão da Justiça, Reni também está afastado da função pública e impedido de acessar as dependências da Prefeitura de Foz. Ainda está pendente de julgamento o pedido formulado pelo Ministério Público Federal para reverter a prisão domiciliar e recolher Reni Pereira à prisão.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que o prefeito está afastado e somente o advogado de Reni Pereira poderia responder.

A reportagem ligou para o escritório do defensor de Reni Pereira, mas ninguém atendeu.

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