‘Precisamos do apoio e da compreensão de todos’, diz presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo

‘Precisamos do apoio e da compreensão de todos’, diz presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo

Desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco afirma em reunião-almoço do Iasp que Justiça precisa da participação efetiva da Advocacia, 'até mesmo quando critica solução que considera inadequada'

Fausto Macedo e Luiz Vassallo

14 de fevereiro de 2020 | 21h14

Foto: KS/TJSP

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, pediu nesta sexta, 14, ‘apoio e compreensão de todos’ com o Judiciário.

Durante reunião-almoço promovida pelo Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), no Jockey Club de São Paulo, o desembargador conclamou os causídicos a atuarem ‘em consonância com o Poder Judiciário’. O tema da reunião-almoço foi o ‘Poder Judiciário de São Paulo e suas particularidades’.

Foto: KS/TJSP

“Precisamos do apoio e da compreensão de todos. A gestão do Tribunal de Justiça é fortemente participativa. Para tanto, desejamos prosseguir na aproximação com todos que atuam no sistema Justiça.”

Para uma plateia de 300 convidados, Pinheiro Franco enfatizou. “Desejamos trabalhar em conjunto com a Advocacia e com todas as suas instituições representativas. Aqui, emerge com sensível relevância o Iasp.”

Foto: KS/TJSP

O presidente do Tribunal de Justiça – maior Corte do País, com 359 desembargadores -, foi enfático.

“Precisamos do apoio e da participação efetiva da Advocacia, até mesmo quando critica a adoção de uma solução que considera inadequada. A crítica construtiva costuma ser mais útil que o elogio descompromissado.”

Pinheiro Franco também indicou as metas da Corte para o biênio 2020/2021 e observou a ‘elevada produtividade verificada, em primeiro e segundo graus, no ano de 2019’.

“Faço questão de expor os números”, disse. “É um imperativo decorrente da transparência na administração pública. É uma diáfana prestação de contas à sociedade, que disponibiliza recursos provenientes dos tributos para o sistema Justiça e que, legitimamente, exige resultados concretos.”

O desembargador disse. “O jurisdicionado quer eficiência. E os números comprovam que eficiência tem e terá.”

Pinheiro Franco também discorreu sobre a defesa do Poder Judiciário; a autonomia administrativa e financeira; o aperfeiçoamento das condições de trabalho; a atenção à saúde dos servidores e dos magistrados, com foco na elevação da autoestima; a grande utilização de métodos alternativos de solução de conflitos; a abertura da Corte para a denominada 4.ª Revolução Industrial e a governança digital.