Por que Teori fatiou a Lava Jato

Por que Teori fatiou a Lava Jato

Em decisão de dez páginas, ministro relator da grande investigação no Supremo Tribunal Federal autorizou a separação do inquérito-mãe, acolhendo pedido de Janot

Julia Affonso, Beatriz Bulla e Mateus Coutinho

07 de outubro de 2016 | 05h00

teori

Três novos inquéritos da Lava Jato foram abertos nesta quinta-feira, 6, por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, a partir do desmembramento do Inquérito 3989, o inquérito-mãe da grande investigação sobre corrupção na Petrobrás e em outros órgãos públicos.

Documento

O ex-presidente Lula passa a ser alvo de um dos inquéritos, por organização criminosa.

Ao lado de Lula também serão investigados no mesmo inquérito outros nove quadros do PT – João Vaccari, Ricardo Berzoini, Edinho Silva, Jacques Wagner, Delcídio do Amaral, Giles de Azevedo, Antonio Palocci, Erenice Guerra e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula; além do pecuarista amigo de Lula, José Carlos Bumlai, e do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.

Acolhendo pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro autorizou investigação sobre ‘possíveis fatos delitivos praticados por membros do PT, do PMDB com articulação no Senado e do PMDB com articulação na Câmara dos Deputados’.

No Inquérito 3989, permanecem as investigações referentes aos integrantes do PP.