Por que quero presidir a AMB

Por que quero presidir a AMB

Renata Gil*

17 de outubro de 2019 | 06h47

Renata Gil. FOTO: Arquivo Pessoal

Minha candidatura à presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) decorre do sentimento de que tenho muito a contribuir para o avanço da classe no triênio 2020-2022. Trabalho no movimento associativo desde 2011. Nele, me descobri vocacionada para a atuação institucional na Magistratura.

A Chapa 2 preconiza a necessidade urgente do resgate da valorização do tempo de serviço. Todos os magistrados precisam desfrutar das mesmas condições de trabalho, com remuneração adequada.
A primeira instância, porta de entrada da cidadania, tem que ser reaparelhada. Os desembargadores precisam ser destacados pelas atuações céleres e por construir precedentes que aceleram o processo.

O fortalecimento da Magistratura é a principal bandeira da Chapa 2. A carreira é vitalícia, o que impõe tratamento igual a aposentados e ativos. Atuarei pela independência do Judiciário, pela autonomia dos tribunais, por eleições diretas para a escolha dos integrantes das mesas diretoras, com a participação dos magistrados do primeiro grau, os magistrados da base, aqueles que sofrem com condições precárias de trabalho em muitos lugares do país.

Temos o melhor Poder Judiciário do mundo. Reafirmá-lo como pilar do Estado Democrático de Direito é imprescindível nesta quadra atribulada porque passa o Brasil.

A questão da Lei de Abuso de Autoridade mobiliza as lideranças associativas de todo o Brasil reunidas na Chapa 2. Estamos engendrando todos os esforços para que o Supremo Tribunal Federal aprecie esta lei da forma como deve ser apreciada: ela é inconstitucional, representa um estímulo à impunidade.
Nosso desafio – meu e dos companheiros da Chapa 2 – de atender às expectativas da sociedade será alcançado. Somos bem preparados e independentes. Serei fiel guardiã das prerrogativas da carreira e honrarei a confiança de cada magistrado brasileiro.

A experiência me motivou a assumir a enorme responsabilidade de representar a Magistratura brasileira. O exercício da Vice-Presidência Institucional da AMB nos três últimos anos me permitiu colaborar com as mais importantes pautas no período.

Fui a primeira mulher a presidir a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ), onde estou há já dois mandatos consecutivos, recordista de votos no último deles. Na AMB, sou a primeira mulher a concorrer à presidência. Fico muito feliz de estar rompendo paradigmas. Com leveza e muita determinação.

O Judiciário está em evidência. O combate à corrupção, a quem nós, magistrados, nos dedicamos de maneira ferrenha, levou a isso. Passamos a ser julgados pela sociedade, pela imprensa. Qualquer decisão judicial de repercussão é analisada em programas ao vivo. Institutos jurídicos passaram a ser debatidos por todos.

Isso gera incompreensões. A Magistratura só será bem compreendida quando formos bem conhecidos. A aproximação da Magistratura com a sociedade é o grande desafio associativo. As retaliações políticas pelos julgamentos independentes e imparciais ocorrem, mas creio na força das instituições e, principalmente, nos homens que as conduzem.

*Presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) e candidata da Chapa 2 “AMB+Forte – Uma Só Magistratura” à Presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

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