Por que o D2C se consolidou como estratégia de negócio após a pandemia?

Por que o D2C se consolidou como estratégia de negócio após a pandemia?

Eduardo Fregonesi*

14 de outubro de 2020 | 03h00

Eduardo Fregonesi. FOTO: DIVULGAÇÃO

Nos últimos anos a digitalização constante, com a atuação cada vez maior do comércio eletrônico, está mudando essa lógica – e a pandemia de Covid-19 apenas acelerou o processo. Durante os últimos meses, as fabricantes passaram a apostar no conceito direct-to-consumer (D2C, na sigla inglesa), que basicamente consiste na venda direta às pessoas. Em suma: a indústria está criando canais digitais de vendas, sem a necessidade de intermediários. Para entender isso, confira quatro motivos que explicam por que essa proposta está em alta durante a quarentena provocada pelo novo coronavírus.

1 – Necessidade de manter as vendas

O principal motivo para a modalidade D2C crescer durante a pandemia é a necessidade das indústrias de manter a produção e as vendas no mesmo patamar. Com a quarentena e as medidas de distanciamento social, grande parte do comércio no país foi obrigada a fechar as portas por tempo indeterminado, impactando toda a cadeia. Dessa forma, muitas fabricantes vislumbraram a oportunidade de criarem suas próprias lojas virtuais para compensar possíveis perdas que teriam no varejo.

2 – Melhor relacionamento com seu cliente

Antes mesmo da pandemia de Covid-19 muitos consumidores já adotavam os canais digitais para consumir produtos e serviços – o distanciamento social provocado pelo coronavírus apenas acentuou esse movimento. Isso criou uma oportunidade única para as marcas conhecerem a fundo seu público, coletando informações preciosas para embasar ações estratégicas. É uma tática que aumenta as vendas no curto prazo e que possibilita melhor relacionamento no futuro, oferecendo itens e serviços que realmente façam sentido ao contexto do público.

3 – Diversificação de canais de venda

O avanço do novo coronavírus evidenciou a necessidade das indústrias de diversificarem seus canais de venda. Marcas que eram dependentes do modelo tradicional, com distribuidores e varejistas, sentiram mais os impactos da doença na economia a partir do fechamento do comércio. Em contrapartida, quem conseguiu acrescentar novas formas de negócios na operação pôde manter resultados semelhantes. Aqui, não se trata apenas de uma loja virtual. O D2C pode compreender atuação nos principais marketplaces, clubes de assinatura e de fidelidade, entre outros.

4 – Ampliação de vendas do portfólio

As vendas D2C representam uma rara oportunidade que as fabricantes têm de vender e disponibilizar todo o seu portfólio de produtos aos consumidores da marca. No varejo, a pessoa costuma encontrar apenas os itens que são campeões de vendas e, quando muito, conseguem encomendar para receber dali a algum tempo. Com seu próprio e-commerce, a indústria pode criar estratégias para todo o catálogo a partir do conhecimento prévio de seus clientes, como citado.

*Eduardo Fregonesi é CEO da Synapcom

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