Por que o aprendizado contínuo vai mudar a forma como vivemos – e trabalhamos?

Por que o aprendizado contínuo vai mudar a forma como vivemos – e trabalhamos?

Mariana Achutti*

25 de agosto de 2020 | 07h30

Mariana Achutti. FOTO: RODRIGO PAIVA

A transformação digital imprimiu um novo estilo de se informar e adquirir conhecimento. O formato é dinâmico, é fluído e não está somente nos livros, tampouco nos bancos das faculdades ou nos centros de ensino formal. Rastreá-lo exige uma sede inesgotável pelo conhecimento ou uma disposição pelo aprendizado contínuo, conhecido como lifelong learning.

As mudanças impostas pela tecnologia são apenas um pretexto para novas configurações de ecossistemas profissionais, pois quem está comandando a verdadeira revolução que estamos vivendo é a consciência de que o conhecimento precisa ser cíclico e autodidata.

Sabemos que as empresas buscam ter no seu time pessoas que, incansáveis pelo conhecimento não vão medir esforços para levar os negócios a um novo patamar. Por isso, listei alguns motivos para que você pare tudo o que está fazendo e veja por que vale a pena investir no aprendizado contínuo como um novo jeito de ser.

  • Um aprendizado moldado à jornada do aluno

A vantagem do aprendizado contínuo é que o aluno corre atrás de competências que fazem sentido para a sua jornada. Ou seja, é preciso saber quais são as informações que vão responder, a curto e médio prazo, às suas necessidades profissionais e pessoais, o que implica desenvolver uma curadoria de aprendizado que não dá espaço para aquelas aulas “padronizadas” que tivemos no ensino médio e que, até hoje, não fazem sentido para a nossa experiência.

Nesse contexto, o ensino não-formal está cada vez mais preparado para oferecer aprendizados customizados. Além de ser uma resposta aos novos padrões de aprendizagem, as empresas que oferecem essas soluções a seus funcionários podem se beneficiar ao desenvolver em seus colaboradores capacidades relevantes para o presente e para o futuro dos negócios.

  • Um funcionário que vai deixar as empresas em estado de alerta permanente

Ágeis, curiosos, criativos e, acima de tudo, fazedores. Colaboradores que investem em aprendizado contínuo têm uma alma intraempreendedora, o que pode fazer toda a diferença para o futuro – e a sustentabilidade – da empresa. Além de absorver com facilidade skills técnicos e socioemocionais tão demandados pelo mercado, profissionais atentos às mudanças não vão ter medo de implementar novos processos. Inclusive, vão convencê-lo a oferecer a eles a autonomia e liberdade necessária para que, em troca, realizem entregas inovadoras e que acelerem o alcance da meta, além de escalar ainda mais a competitividade de negócios da empresa.

  • Não se trata apenas de código, relações humanas também estão na berlinda

Muito se fala nas habilidades técnicas que a transformação digital pede, como a necessidade de aprender determinadas linguagens para desenvolvimento de softwares e aplicativos. Mas as competências que valem ouro não estão apenas na programação ou na modelagem de dados. É necessário o desenvolvimento de um senso analítico sistêmico, capaz de lidar com informações multidisciplinares, times com know how diversos e desafios complexos do mercado.

Agilidade para o aprendizado, inteligência emocional e capacidade argumentativa e para trabalhar em equipe são algumas das habilidades que, nem sempre, aprendemos na faculdade. Aqui, é necessário desenvolver um faro em busca de formações que conversam com as carências do mercado, mas ao mesmo tempo preparam o aluno a desenvolver uma bagagem comportamental estratégica para uma realidade cada vez mais complexa.

Desperte em você a vontade de viver aprendendo. Se provoque para ter o desejo do conhecimento, que vai ajudar a colocar os seus negócios dentro de um processo irreversível de disrupção.

*Mariana Achutti, fundadora e CEO da Sputnik

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