Por que o ambiente digital ainda apresenta riscos aos usuários?

Por que o ambiente digital ainda apresenta riscos aos usuários?

Marijus Briedis*

28 de janeiro de 2021 | 03h00

Marijus Briedis. FOTO: DIVULGAÇÃO

O processo de digitalização já estava em alta em todo o mundo muito antes da pandemia de covid-19. Com o avanço do novo coronavírus, a situação se intensificou nos últimos meses. Hoje, a fronteira entre o ambiente físico e o digital está cada vez mais borrada. Situações que eram típicas do “mundo real”, como se relacionar com os amigos e familiares, também podem ser feitas digitalmente com aplicativos, redes sociais, entre outros recursos. A questão é que, assim como corremos riscos nas ruas e em nossas casas, também estamos em perigo no “mundo virtual”. Qualquer descuido é suficiente para que cibercriminosos roubem o ativo mais importante na web: nossos dados.

Os desafios relacionados à segurança digital ficaram mais evidentes a partir de março de 2020, com o início da pandemia de covid-19. O relatório Global Risk Report, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, indica crescimento das ameaças à segurança digital não apenas na quantidade, mas na capacidade de destruição. Infelizmente, as soluções de proteção não estão acompanhando esse movimento – pelo menos na percepção. A pesquisa Cybersecurity Technology Efficacy, realizada pelo DebateSecurity.com, aponta que nove em cada dez usuários afirmam que a segurança digital não é tão eficaz quanto deveria ser ao proteger de riscos cibernéticos.

Os perigos digitais, contudo, não são consequências do novo coronavírus. De fato, eles existem desde que o ambiente digital ganhou espaço nas práticas sociais, na virada do século 20 para 0 21. Mas por que essas ameaças persistem mesmo com a gigantesca evolução tecnológica dos últimos anos? Basicamente há dois fatores que respondem a essa questão. O primeiro é justamente essa inovação constante. Da mesma forma que há novas ferramentas que otimizam nossas vidas, os criminosos desenvolvem novas artimanhas para cometerem seus crimes. Infelizmente, é uma relação diretamente proporcional: quanto mais a tecnologia avança, mais recursos os crimes cibernéticos têm à disposição.

O segundo ponto é cultural. O comércio eletrônico ainda é um setor recente no Brasil: completou apenas 25 anos em 2000 – pouco se pensarmos em toda a tradição do varejo físico. Além disso, é uma área em constante transformação, como citado no capítulo anterior. Assim, por mais que as pessoas se informem e busquem conhecer as melhores técnicas de segurança digital, elas ainda não assimilaram isso em sua rotina. Dessa forma, ficam mais suscetíveis a caírem em golpes quando recebem um link suspeito de algum amigo ou familiar pelo WhatsApp ou em um e-mail marketing.

Dessa forma, a melhor alternativa é contar com soluções voltadas à segurança da informação no ambiente digital. Um dos principais erros dos usuários é tentarem resolver tudo sozinhos, adotando estratégias nem sempre recomendadas para seu perfil de navegação e, principalmente, desconhecendo quais são os melhores fornecedores. É preciso ter em mente quais ferramentas são mais eficientes para garantir maior segurança digital durante a navegação na web. Gerenciamento de senhas, redes privadas (as famosas VPNs) e criptografia de arquivos são apenas algumas funcionalidades recomendadas para a proteção contra cibercriminosos.

O importante é compreender que os riscos inerentes à digitalização das relações sociais não são exclusividade do ambiente virtual e representam apenas um lado da moeda. Afinal, a cada ameaça que ronda os usuários, há inúmeras soluções que otimizam o nosso trabalho, proporcionam mais agilidade aos negócios e potencializam as relações sociais. No fim, não há diferenças entre o mundo “real” e o “digital”. Trata-se apenas da nossa própria vida, com todos os riscos, dificuldades e alegrias que encontramos em nossa trajetória.

*Marijus Briedis, CTO da NordVPN

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