Por que investir em marketing de influência por meio de moedas digitais?

Por que investir em marketing de influência por meio de moedas digitais?

Cássio Rosas*

09 de dezembro de 2020 | 04h30

Cássio Rosas. FOTO: DIVULGAÇÃO

Utilizar a influência de uma pessoa para impulsionar a venda de produtos e serviços não é algo novo. Antes mesmo do digital, essa já era a base de muitas campanhas de marketing. As redes sociais apenas potencializaram o conceito com a figura do influencer, uma daquelas pessoas que têm uma legião de seguidores na internet e, com isso, podem levar qualquer marca a um público maior. A questão é que é um erro imaginar que essa proposta esteja limitada apenas a esses personagens. Com o apoio de ferramentas como moedas digitais, é possível utilizar a tática de recomendação para engajar empresas com seu público de forma mais direta.

Podemos compreender o marketing de influência como uma estratégia que utiliza uma determinada pessoa para engajar, estimular e convencer outras por meio de iniciativas, digitais ou não, que buscam influenciar a jornada de compra e de relacionamento com a marca em questão. No início, eram os garotos e garotas-propaganda que emprestavam seu prestígio em campanhas publicitárias, mas, com o avanço da internet, foi a vez de crescerem os produtores de conteúdo, como blogueiros e youtubers. A dinâmica, no entanto, é a mesma: usar o poder de convencimento para impulsionar a empresa.

Agora, podemos estar diante de uma nova fase de influenciadores. Não se trata mais de usar a imagem de uma pessoa famosa em si, mas de estimular um ecossistema em que os próprios consumidores podem ser premiados ao compartilharem e engajarem novos usuários, consumindo os produtos ou serviços e recebendo, ao mesmo tempo, coisas em troca. Dessa forma, a empresa não trabalha com um único influenciador para alcançar um público maior, ela divide essa influência por toda uma comunidade, que conversa e troca experiências. Em vez da reputação da personalidade, são os recursos digitais que acabam chamando a atenção.

E é nesse ponto que entram as moedas digitais. Elas são as ferramentas que estimulam a participação dos usuários porque representam uma relação de troca vantajosa. Por meio do compartilhamento de anúncios de empresas em suas redes sociais pessoais, eles podem ganhar determinados valores a cada reação ou curtida que receberem. Dessa forma, conforme o grau de influência desse usuário sobre sua rede pessoal, é possível conseguir quantias que podem ser trocadas por produtos ou serviços e até por dinheiro, no caso de moedas que podem ser negociadas em exchanges digitais. Assim, a marca consegue chegar a um público grande sem precisar gastar uma quantia considerável em campanhas com influenciadores digitais.

Nesse caso, o consumidor não é visto mais como alguém que vai consumir o produto, mas como agente importante na estratégia de comunicação e divulgação da companhia – e que recebe algo em troca por isso. Pense, por exemplo, numa empresa de alimentação: o usuário pode divulgar seus produtos, atingindo uma base de clientes maior, que passam a confiar naquela marca porque confiam na pessoa que repassou a mensagem. É praticamente um boca a boca digital, com os anúncios fazendo o papel das recomendações verbais que uma pessoa normalmente faz em sua rede de amigos.

Em um cenário em que a digitalização tornou-se assunto prioritário, tanto para trabalhar, como para consumir e até viver, apostar em estratégias digitais de divulgação da marca é fundamental. Há uma ampla gama de opções disponíveis aos gestores, de links patrocinados a mídia paga, passando por produção de conteúdo e estratégia de SEO. Mas a utilização de moedas digitais para estimular o engajamento dos usuários com sua própria rede revela-se a principal tática para estes novos tempos de influência e relacionamento entre as redes.

*Cássio Rosas é head de Marketing e Estratégia da WiBX

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.