Por favor, rezem por um milagre!, disse filho de Teori

Por favor, rezem por um milagre!, disse filho de Teori

Antes da confirmação da morte de seu pai, Francisco Zavascki postou nas redes: "Amigos, infelizmente, o pai estava no avião que caiu!"

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

19 de janeiro de 2017 | 17h31

Foto: Reprodução

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O filho do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, confirmou, em sua rede social, que o pai estava no voo que caiu em Paraty nesta quinta-feira, 19.

“Amigos, infelizmente, o pai estava no avião que caiu! Por favor, rezem por um milagre!”, disse Francisco.

franciscozavascki

O nome do ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da Lava Jato na Corte Teori Zavascki estava na lista de passageiros de um avião de pequeno porte que se acidentou na tarde desta quinta-feira, 19, em Paraty, no Rio de Janeiro. A assessoria do STF, contudo, não confirma se o ministro estava a bordo da aeronave, mas confirma que ele estava em São Paulo nesta quinta. O Corpo de Bombeiros já confirmou a morte de três dos quatro passageiros, mas não divulgou os nomes das vítimas.

A aeronave decolou do Campo de Marte, aeroporto localizado na capital paulista, às 13h. Segundo informações disponíveis no site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Beechcraft C90GT tem capacidade para sete passageiros, além do piloto. É um avião bimotor turboélice fabricado pela Hawker Beechcraft. A aeronave PR-SOM está registrada em nome da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras Limitada.

Extraoficialmente, segundo informam Eliane Cantanhêde, Breno Pires, Beatriz Bulla e Fábio Grellet sabe-se que o presidente Michel Temer e a presidente do STF, Cármen Lúcia, foram informados sobre o acidente. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot também recebeu, na Suíça, a mesma informação. O avião partiu de São Paulo para o Rio de Janeiro.

Relator da Lava Jato na Corte, o ministro era o responsável por conduzir os desdobramentos da maior investigação de combate à corrupção no País que implicam autoridades com foro privilegiado e seu gabinete vinha se debruçado nos últimos meses à análise da delação premiada dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, o mais importante acordo celebrado pela operação até aqui e que aguarda a análise do STF para ser homologado.

Até então, o ministro já havia homologado 24 delações premiadas no âmbito da operação que implicam políticos dos principais partidos do País, da base e da oposição do governo federal.

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