Por ‘déficit preocupante’, PF pede ao Ministério da Justiça volta de 191 policiais federais cedidos

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Por ‘déficit preocupante’, PF pede ao Ministério da Justiça volta de 191 policiais federais cedidos

Em ofício ao secretário-executivo, Luiz Pontel de Souza, número 2 da Pasta, diretor-geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo, destaca que contingente de emprestados supera o de diversas superintendências regionais

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

24 de janeiro de 2020 | 15h21

Mauricio Leite Valeixo. Foto: Denis Ferreira Netto/Estadão

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo, pediu ao secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Pontel de Souza – número 2 da Pasta dirigida pelo ministro Sérgio Moro-, que adote medidas pela volta de policiais federais cedidos ao governo federal e também a órgãos estaduais e municipais. Segundo ele, em 2019, houve um recorde de servidores emprestados, o que gerou um ‘déficit preocupante’.

“Ocorre que as demandas são crescentes e o incremento de pessoal não acompanha. O déficit de servidores é preocupante e pode impactar nas respostas que esta instituição deve dar à sociedade”, afirma Valeixo.

Segundo o diretor da PF, o ‘quantitativo de servidores cedidos/requisitados, apenas no período de novembro de 2018 a maio de 2019, aumentou em 54 (cinquenta e quatro) servidores’. “Hoje temos ao todo 191 (cento e noventa e um) servidores cedidos/requisitados. É a maior média histórica já registrada”.

“Exemplificativamente, destaco que o número de servidores cedidos/requisitados já supera o efetivo total de muitas de nossas superintendências regionais.”

Valeixo dá conta de que o número de ‘servidores cedidos/requisitados já supera o efetivo total de muitas de nossas superintendências regionais’.

“As unidades do Acre, Amapá, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins possuem efetivo menor que o quantitativo de servidores cedidos/requisitados”.

Somente para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, são 60 servidores cedidos, de acordo com a contagem do diretor-geral.

Valeixo ressalta que a PF é destaque na imprensa nacional e internacional como ‘uma das instituições mais confiáveis do país’.

“Inúmeros são os policiais desta corporação que comandam Secretarias de Segurança Pública, são nomeados para cargos de alto escalão nas esferas governamentais (Federal, Estadual e Municipal), presidem institutos, atuam em empresas públicas etc”.

“Isso demonstra o grau de competência e credibilidade alcançado por nosso corpo de servidores, bem como a consciência da corporação com a sua função social de colaborar com a sociedade e o interesse público.

No entanto, o delegado-geral pede à pasta a ‘compreensão e o apoio no sentido de adotar medidas que viabilizem o retorno de servidores cedidos à PF’. “Tal iniciativa ajudará na recomposição da nossa força de trabalho, contribuindo com a manutenção da prestação de serviço público essencial e de excelência”, conclui.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública esclarece que, em relação ao ofício de dezembro de 2019, que sugere estudos para o retorno de parte dos policias federais cedidos a outros órgãos:

– As eventuais revogações de cessão de policiais serão feitas de forma pontual e com base em critérios técnicos;

– As solicitações de retorno de policiais serão previamente discutidas com os secretários de segurança dos estados;

– Não há nenhuma intenção de provocar o retorno dos delegados que atuam como secretários ou um retorno em massa de agentes policiais cedidos”.

Assessoria de Imprensa do MJSP

COM A PALAVRA, A POLÍCIA FEDERAL

A reportagem fez contato com a Polícia Federal. O espaço está aberto.

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