Policiais federais cobram investigação sobre Daiello em ‘negociações suspeitas’

Policiais federais cobram investigação sobre Daiello em ‘negociações suspeitas’

Federação Nacional dos Policiais Federais afirma que 'as relações entre os delegados Leandro Daiello e Edmilson Bruno e as empresas para as quais prestam consultoria precisam ficar plenamente esclarecidas para que não restem dúvidas sobre a lisura e o caráter republicano que devem permeá-las'

Luiz Vassallo

08 de outubro de 2019 | 17h31

Leandro Daiello. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) afirmou nesta terça-feira, 9, cobrar ‘investigações sobre o suposto envolvimento do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e do ex-delegado Edmílson Pereira Bruno em negociação com policiais civis e militares investigados por sequestro e cobra lisura na apuração dos fatos’. A entidade é a maior da categoria dos policiais federais, e abriga 14 mil filiados.

A entidade ressalta que a ‘empresa de bitcoins que contratou Daiello e Bruno é suspeita de ter cometido irregularidades’.

A Fenapef ainda diz que ‘as relações entre os delegados e as empresas para as quais prestam consultoria precisam ficar plenamente esclarecidas para que não restem dúvidas sobre a lisura e o caráter republicano que devem permeá-las’. “A entidade aguarda a completa apuração dos fatos, que ainda estão sob investigação. O nome do órgão Polícia Federal não deve ser usado em ações de “consultoria” fora da instituição e dos limites éticos e legais”.

Nesta terça-feira, 8, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo indiciou 12 envolvidos na suposta extorsão de um empresário do ramo de criptomoedas. Entre eles, policiais civis, empresários e policiais militares – o que inclui um tenente da Rota. Daiello e Edmilson Bruno não estão na lista.

Eles confirmaram à Polícia terem sido escalados por seu cliente para negociar com os policiais que o extorquiram uma forma de fazer pagamentos a eles para que o assunto ‘acabasse ali mesmo’. Segundo ele, os agentes de segurança teriam agido a pedido de um desafeto.

COM A PALAVRA, O EX-DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL EDMILSON PEREIRA BRUNO

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação a matéria “Daiello e delegado do ‘Escândalo dos Aloprados’negociaram com policiais acusados de sequestrar empresário” esclareço que:

“Eu, Edmilson Pereira Bruno, atuo na análise e investigação de gestão de risco, para diversas empresas.

No caso em questão, por ser ligado à empresa quando da ocorrência do fato e, tendo em vista o reconhecimento de minha expertise em investigação criminal, me foi solicitado a atuação investigativa privada, visando identificar os autores dos crimes relatados pelo empresário.

Durante o transcurso do processo investigativo, em virtude da complexidade dos fatos e dificuldades encontradas é que solicitei o auxílio do advogado Leandro Daiello Coimbra.

Quando concluída a investigação privada, os dados obtidos foram repassados aos advogados da empresa, para que pudessem informar às autoridades competentes do estado de São Paulo no sentido de complementar a representação criminal, feita anteriormente.”

Edmilson Pereira Bruno

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