Polícia prende no interior do Ceará mulher que ‘lavou’ parte dos R$ 160 milhões roubados do Banco Central em um dos maiores assalto do País

Polícia prende no interior do Ceará mulher que ‘lavou’ parte dos R$ 160 milhões roubados do Banco Central em um dos maiores assalto do País

Aos 41 anos, acusada de ocultar parte de fortuna que quadrilha levou da sede do BC na capital cearense por um túnel de 75 metros de extensão em 2005 foi localizada em Boa Viagem, a 220 quilômetros de Fortaleza

Redação

16 de março de 2022 | 16h05

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal e outras instituições que compõem a força-tarefa de Combate ao Crime Organizado no Ceará prenderam na manhã desta quarta-feira, 16, uma mulher de 41 anos condenada por lavagem de dinheiro no caso do roubo à unidade do Banco Central no Estado, em 2005.

Segundo os investigadores, a suspeita é apontada como uma das responsáveis pela ocultação de parte dos R$ 164,7 milhões que foram retirados do cofre do BC por meio de um túnel com 75 metros construído pelo grupo criminoso.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal no Ceará e cumprido em Boa Viagem – cidade localizada no centro do Estado, a cerca de 220 quilômetros da capital, Fortaleza. De acordo com a PF, a mulher será encaminhada ao sistema prisional cearense.

Além da PF, integram a força-tarefa que executou o mandado de prisão nesta quarta-feira a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, a Secretaria de Administração Penitenciária, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O roubo ao Banco Central em Fortaleza é considerado um dos maiores assaltos da história do Brasil. O crime aconteceu entre os dias 5 e 6 de agosto de 2005 e resultou em 28 ações penais e 129 denunciados na Justiça Federal do Ceará.

O túnel pelo qual o grupo criminoso retirou cerca de três toneladas e meia de papel moeda ia até os fundos de uma casa onde funcionava uma empresa de fachada que vendia grama sintética, que disfarçava os sacos de areia retirados.

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