Polícia prende ex-secretária do Amazonas que ficou milionária no cargo

Operação Concreto Armado, do Gaeco do Ministério Público Estadual do Amazonas, identifica pelo menos 23 imóveis, inclusive mansões, avaliados em mais de R$ 11 milhões, em nome de Waldívia Alencar e seus filhos; planilhas encontradas com ela dão conta de que o número de imóveis pode chegar a 40

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

18 de abril de 2018 | 09h20

A ex-secretária de Infraestrutura de Amazonas Waldívia Alencar foi presa temporariamente nesta quarta-feira, 18. Ela é alvo da Operação Concreto Armado, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual do Amazonas. A investigação, que mira fraudes em contratos da pasta, apurou que ela ficou milionária no cargo.

Influente, Waldívia passou por três governos no Amazonas – Omar Aziz, Jose Melo e Eduardo Braga. O Ministério Público Estadual dá conta de que ela e seus familiares acumularam 23 imóveis espalhados em vários estados avaliados em mais de R$ 11 milhões. O número de imóveis, no entanto, pode chegar a 40, segundo planilhas encontradas com Waldívia.

Segundo o Gaeco de Amazonas, a Operação Concreto Armado mira uma suposta organização criminosa que se instalou na Secretaria de infraestrutura no período em que Waldívia foi secretária. Diversas apurações do Tribunal de Contas do Estado dão conta da não execução de obras e superfaturamentos de contratos em valores que atingem os R$ 25 milhões.

Segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – órgão do Ministério da Fazenda que fiscaliza transações financeiras – saques chegam a R$ 1,4 milhão em um período de três anos por parte de Waldívia.

COM A PALAVRA, WALDÍVIA

A reportagem está tentando localizar a defesa da ex-secretária. O espaço está aberto para manifestação.

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