Polícia mira facção de 500 por ameaças a juízes no Tocantins

Polícia mira facção de 500 por ameaças a juízes no Tocantins

Operação Praetorium Minati foi abastecida com áudios autorizados pela Justiça e encontrou bilhetes em celas da Casa de Prisão Provisória de Palmas

Pedro Prata

03 de fevereiro de 2020 | 18h57

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta segunda, 3, a Operação Praetorium Minati e mirou facção criminosa por ameaças a juízes da Vara Criminal de Palmas.

Áudios autorizados pela Justiça permitiram a identificação da organização que mantém mais de 500 integrantes em atuação no Estado.

Foto: Polícia Civil do Tocantins/Reprodução

Foram cumpridos 29 mandados de prisão e outros 29 de busca e apreensão em Palmas, Paraíso, Guaraí, Tocantinópolis, Colinas, Oliveira de Fátima, Arraias e Nova Rosalândia, no Estado, além de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Um mandado de prisão foi cumprido no Presídio Masculino de Campo Grande.

“O grupo é tão organizado que chega a fazer teleconferências entre os integrantes. Em um dos diálogos identificados, os suspeitos falam em comercialização de drogas na Praia da Graciosa. Em outro, falam da comercialização de cocaína pura, esta com maior valor aquisitivo na comercialização”, afirmou o delegado Eduardo de Menezes, responsável pela apuração.

Durante as investigações, os policiais também encontraram cartas no Pavilhão B da Casa de Prisão Provisória de Palmas. Uma carta encontrada no dia 18 de janeiro de 2018 continha ameaças a juízes do Estado.

Casa de Prisão Provisória de Palmas. Foto: Google Maps/Reprodução

“Chamou a atenção uma ameaça clara a um dos magistrados. Isso está visível no texto, como também em alguns diálogos decorrentes de gravações autorizadas pela Justiça. Em um dos trechos do bilhete, o autor escreve que, caso seja mantido enclausurado, o magistrado ‘queimaria no fogo do inferno’”, destacou Menezes.

Derivada do Latim, Praetorium Minati faz alusão à ameaça ao Judiciário, responsável pela condenação de suspeitos indiciados por tráfico de drogas e associação criminosa.

Participaram da operação cerca de 150 policiais civis com apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, Divisões Especializadas de Repressão a Narcóticos, Divisões de Homicídio e Proteção à Pessoa, Delegacias Circunscricionais, do Grupo de Operações Táticas Especiais e do Centro Integrado de Operações Especiais.

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