Polícia Federal prende 16 em operação contra fraude com cartões bancários em São Paulo e Minas

Mateus Coutinho

14 de março de 2014 | 23h59

Operação Tentáculos III mobiliza mais de 100 policiais que cumpriram 25 mandados de buscas

por Fausto Macedo e Mateus Coutinho

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta feira, 14, a Operação Tentáculos III, que desarticulou organização criminosa especializada em fraude com retenção de cartões bancários nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

Ao todo, 16 pessoas foram presas, sendo 14 no Estado de São Paulo – na Capital, Santos e Praia Grande – e 2 na cidade de Divinópolis (MG). A fraude consiste na instalação de um dispositivo conhecido como ‘boquinha’, que prende o cartão do cliente no caixa eletrônico.

A quadrilha também afixa junto ao caixa eletrônico um adesivo com o número de uma falsa central telefônica para a qual o cliente, que teve o cartão retido, liga e fornece seus dados, inclusive senha. O cliente acaba sendo convencido de que seu cartão foi bloqueado e deixa o caixa, o que permite que os criminosos retirem o cartão e o utilizem.

A PF esclareceu que a execução da fraude é feita de maneira coordenada pelos criminosos, havendo pessoas responsáveis por instalar o dispositivo de retenção nos caixas eletrônicos, convencer o cliente a ligar para a falsa central telefônica e retirar o cartão retido, pessoas responsáveis por operar a falsa central telefônica, além daquelas que usam os cartões.

A partir do momento em que os criminosos retiram o cartão da ‘boquinha’, a quadrilha passa a realizar uma série de operações financeiras, como saques, compras, transferências, pagamentos de boletos, multas e impostos.

Participaram da operação 104 policiais federais, que deram cumprimento a 16 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidas 4 armas de fogo, dinheiro em espécie, documentos, cartões fraudados, máquinas usadas para pagamentos com cartão e equipamentos usados para reter os cartões.

Os presos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de furto mediante fraude, formação de quadrilha, organização criminosa e peculato, cujas penas podem atingir de 1 a 12 anos de prisão.

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