‘Polícia Federal não pode ficar sem comando’, afirma presidente de associação de delegados

Edvandir Felix de Paiva afirmou esperar do governo, junto dos demais Poderes, a 'solução' para a situação da corporação, que agora segue com chefia interina

Paulo Roberto Netto

29 de abril de 2020 | 17h28

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) Edvandir Felix de Paiva afirmou nesta quarta, 29, ao Estado que a corporação ‘não pode ficar sem comando’ em meio ao cenário de instabilidade política e sanitária que acomete o País. Com a exoneração de Maurício Valeixo na semana passada e a anulação da indicação de Alexandre Ramagem, a PF segue com chefia interina.

“A Polícia Federal não pode ficar sem comando no meio dessa instabilidade”, afirmou. “Espero que o governo, junto com os demais Poderes, encontre uma solução para isso”.

Paiva destaca que Ramagem era um nome bem visto dentro da PF, relembrando que ele não assumiu a superintendência da corporação no Ceará porque Bolsonaro o nomeou para a Abin. No entanto, as circunstâncias da sua nomeação criaram um ‘cenário externo ruim’ sobre sua posição na chefia da Polícia Federal.

Edvandir Félix de Paiva. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ramagem foi indicado horas depois do ex-ministro Sérgio Moro acusar o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir na autonomia da Polícia Federal para obter informações sigilosas de investigações.

O presidente da ADPF afirma que o cenário de instabilidade em torno de nomeações para a chefia da PF deriva, também, da ausência de medidas que garantam mais autonomia da corporação, como mandato para o diretor-geral, indicado a partir de critérios técnicos.

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