Polícia faz buscas na prefeitura e na Secretaria de Saúde de Belém para investigar fraudes e superfaturamento na compra de respiradores

Polícia faz buscas na prefeitura e na Secretaria de Saúde de Belém para investigar fraudes e superfaturamento na compra de respiradores

Operação Quimera cumpre 12 mandados de busca e apreensão para investigar supostos crimes de fraude à licitação, falsificação de documento particular e peculato; o secretário de Saúde do município também é alvo de buscas

Redação

09 de outubro de 2020 | 12h53

Operação Quimera. Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Pará deflagrou na manhã desta sexta, 9, a operação ‘Quimera’ para investigar suposta fraude e superfaturamento na compra de respiradores pulmonares realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém, com recurso do Fundo Municipal de Saúde, por mais de R$ 740 mil.

Agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão, sendo que parte das ordens tem como alvo a Prefeitura de Belém e a Secretaria Municipal de Saúde. Na Prefeitura, os mandados fora expedidos para a Secretaria de Finanças do Municipio e para a Coordenadoria Geral de Licitação. Já na Sesma, os alvos são o Núcleo de Controle Interno, o Financeiro, o gabinete do Secretário, o Núcleo Setorial de Assuntos Jurídicos, o Fundo Municipal de Saúde, o Departamento de Urgência e Emergência, o Setor de Contratos e a Divisão de Recursos Materiais.

Os agentes também vasculharam endereços ligados ao secretário de Saúde de Belém, Sérgio de Amorim Figueiredo, a sede da empresa GM Serviços Comércio e Representação – responsável por vender os respiradores ao município – e dois locais que são apontados pela Polícia como pontos de fachada.

Segundo a Polícia do Pará, a ofensiva realizada pela Diretoria Estadual de Combate a Corrupção (DECOR) apura crimes de fraude à licitação, falsificação de documento particular e peculato.

Ao determinar as buscas, o juiz Heuder Tavares da Silva Ferreira, da 1ª Vara Penal dos Inquéritos Policiais e medidas cautelares de Belém, ponderou que há ‘fortes indicativos de que os representados teriam agido ao arrepio de procedimentos licitarórios para fins ilícitos’, sendo que ‘após a publicitação do sobrepreço em apuração, teriam excluído e inserido documentos alterados em banco de dados públicos’.

A corporação lembrou ainda que já existe ação instaurada pelo Ministério Público Estadual que apura a responsabilidade dos envolvidos por práticas que configurariam, em tese, improbidade administrativa.

COM A PALAVRA, A PREFEITURA

A reportagem busca contato com a Prefeitura. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, O SECRETÁRIO

A reportagem busca contato com o secretário. O espaço está aberto para manifestações.

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