Polícia do Pará abre inquérito para investigar professor de Medicina que perguntou a aluna se ela preferia ser estuprada com lubrificante ou ‘no seco mesmo’

Polícia do Pará abre inquérito para investigar professor de Medicina que perguntou a aluna se ela preferia ser estuprada com lubrificante ou ‘no seco mesmo’

Caso ocorreu no dia 17 de novembro durante uma aula no Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz), em Belém, e foi filmado; Universidade informou que repudia qualquer tipo de assédio 'contra mulher ou contra qualquer ser humano' e comunicou que professor envolvido não faz mais parte do corpo docente da instituição

Redação

27 de novembro de 2021 | 16h47

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Pará abriu uma investigação sobre importunação sexual envolvendo o episódio em que um professor de Medicina perguntou a uma estudante se ela preferia ser estuprada com lubrificante ou ‘no seco mesmo’.

A declaração se deu durante aula prática, quando a estudante treinava intubação em um boneco. O professor questionou se a aluna havia passado lubrificante no material antes de iniciar o procedimento e ela respondeu que não.

“Quando a senhora for estuprada, quero ver se a senhora vai levar o tubinho de KY (lubrificante) para facilitar a vida, ou vai querer ser no seco mesmo?”, disse o professor em seguida.

O caso ocorreu no dia 17 durante uma aula no Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (UNIFAMAZ), em Belém. O episódio foi filmado por uma das pessoas que participavam da aula e a gravação viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira, 25, gerando revolta.

O caso é investigado pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher.

Em nota, o UNIFAMAZ afirmou que ‘repudia qualquer tipo de ato de assédio contra a mulher ou contra qualquer ser humano’ e informou nesta sexta-feira, 26, que o professor envolvido no caso não faz mais parte do corpo docente da instituição.

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