Polícia diz que coronel é ‘isento e imparcial’

Polícia diz que coronel é ‘isento e imparcial’

Em nota, Polícia Militar avalia que opiniões do oficial que postou no Facebook 'quem planta rabanete colhe rabanete' não interferem 'em seu trabalho técnico'

Valmar Hupsel Filho e Mateus Coutinho

06 de setembro de 2016 | 11h30

A Polícia Militar de São Paulo afirmou nesta terça-feira, 6, que ‘não há indícios’ de que as opiniões do tenente-coronel Henrique Motta, que compartilhou em seu Facebook uma postagem ironizando uma manifestante que perdeu a visão do olho esquerdo em ato contra Temer na semana passada, teriam interferido em seu ‘trabalho técnico, que tem se mostrado isento e imparcial’.

As informações constam de uma nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

“O fato de ter e de expressar uma opinião política não implica em ações parciais, tanto é que inúmeros jornalistas, por exemplo, manifestam nas redes sociais posicionamentos políticos, mas não deixam de exercer suas funções nos respectivos veículos de comunicação”, segue a nota.

No texto, a PM informa ainda que ‘respeita a liberdade de expressão e o direito de opinião, desde que não configure crime. Isso vale também para os seus integrantes’.

O episódio envolvendo o coronel, que atua à frente no policiamento das manifestações na capital paulista, causou grande repercussão.

Em seu perfil oficial no Facebook, o coronel compartilhou uma postagem da página ‘socialista de iphone’ com dois tuítes da estudante Debora Fabri, de 19 anos, que perdeu a visão de um olho durante os protestos de quarta-feira, 31.

Um tuíte é de novembro de 2015 no qual ela defendia “qualquer ato de qualquer destruição em protesto” com “objetivos políticos sólidos”e outro é da semana passada no qual ela informa que deixou o hospital após perder a visão no protesto.

Na imagem, há uma montagem ironizando a estudante: “Quem planta rabanete colhe rabanete”, confira:

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