‘Pobre não corrompe, não desvia nem lava dinheiro’ (Luís Barroso)

‘Pobre não corrompe, não desvia nem lava dinheiro’ (Luís Barroso)

Leia a íntegra do voto do ministro Luís Roberto Barroso, pela prisão em segunda instância

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

24 de outubro de 2019 | 12h58

Ministro Luís Roberto Barroso. FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Em seu voto pela prisão em segunda instância, lido na sessão de quarta, 23, do Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso destacou que no Brasil estão presos 116 por corrupção passiva, outros 522 por corrupção ativa e 1.161 por peculato – em um universo com mais de 740 mil encarcerados.

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“Pobre não corrompe, não desvia nem lava dinheiro. Tem gente que não levanta a caneta por menos de milhão, que muda de calçada quando vê um pobre, hasteando uma bandeira que nunca defendeu”, disse o ministro, ao defender a prisão em segundo grau, seguindo o entendimento de Alexandre de Moraes e Edson Fachin – contra o relator, Marco Aurélio Mello.

O julgamento será retomado na tarde desta quinta, 24. Faltam votar sete ministros. O resultado deve sair em novembro.

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