PMDB deu argumentos ao PT sobre golpe, diz Cristovam Buarque

PMDB deu argumentos ao PT sobre golpe, diz Cristovam Buarque

Em mensagem em seu Facebook, senador do PPS que sempre condenou argumento do PT sobre processo de impeachment critica o PMDB

Mateus Coutinho

30 de março de 2016 | 10h08

BRASILIA BSB 08/07/2013 POLITICA Sessão especial destinada a comemorar o centenário de nascimento do político e guerrilheiro Carlos Marighela. Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) discursa em sessão especial destinada a comemorar o centenário de nascimento do político e guerrilheiro Carlos Marighela Crédito: Pedro França/Agência Senado

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Foto: Pedro França/Agência Senado

Ex-ministro da Educação no governo Lula e atualmente opositor do PT, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) divulgou nesta quarta-feira, 30, em seu perfil no Facebook uma mensagem criticando o PMDB e afirmando que uma eventual tentativa da sigla em assumir a presidência daria razão aos argumentos do PT de que o partido estaria tramando um golpe contra o mandato de Dilma.

“Fui dos primeiros a protestar quando o PT começou a manipular a opinião pública dizendo que impeachment, mesmo dentro da Constituição, é golpe, quando contra a Presidente Dilma. Mesmo que não fosse contra Collor, nem contra FHC, como o PT tentou. Mas ao gritar ‘Temer Presidente’ na hora em que se afastou do governo, o PMDB deu argumentos ao PT”, afirmou o parlamentar em seu perfil oficial na rede social.

cristovamdiv

A manifestação de Cristovam ocorre um dia após o até então principal partido da base aliada do governo federal anunciar na reunião da Executiva Nacional o rompimento com o governo federal. No encontro de menos de cinco minutos e que terminou aos gritos de “fora PT”, as lideranças da sigla decidiram que seus filiados terão de entregar os ministérios e os cerca de 600 cargos que ocupam no Executivo nas próximas duas semanas.

[veja_tambem]

Um dos criadores do bolsa-escola, embrião do Bolsa-Família que veio a ser implementado em todo o País a partir do governo Lula, de quem chegou a ser ministro da Educação, Cristovam Buarque deixou o PT em 2005 em meio ao escândalo do mensalão e desde então tem sido um crítico dos governos petistas. Na ocasião ele se filiou ao PDT, partido que decidiu deixar em fevereiro deste ano após desentendimentos com a cúpula da sigla que defende a candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2018.

Como divulgou o Estado nesta quarta, a avaliação da cúpula do PMDB é de que a decisão de romper com a gestão Dilma – há dez anos a legenda era formalmente ligada a governos petistas – foi o primeiro passo concreto para acelerar o andamento do impeachment. Primeiro, dentro do próprio partido. A ala separatista do PMDB calcula que a bancada do partido na Câmara tem 60 votos a favor do impeachment e os outros nove contra. Já os governistas do partido dizem que 30 votos são contra o impeachment e outros 30 são instáveis e acompanharão o lado que entendem que vão ganhar.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DO PMDB:

Procurado pela reportagem às 9h47 min da manhã desta quarta, a assessoria do PMDB informou que “quem tem se manifestado sobre a situação política no Brasil, demonstrando a perfeita normalidade institucional que vivemos neste momento, é o Supremo Tribunal Federal”.

Tudo o que sabemos sobre:

Cristovam BuarqueImpeachmentPMDB

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.