Pix: quem é responsável pela segurança das transações?

Alexandre Góes*

14 de fevereiro de 2021 | 04h00

O Pix foi lançado pelo Banco Central do Brasil, em novembro do ano passado, com uma forte adesão da população e números bem otimistas. No entanto, as dúvidas ainda persistem e se tornaram mais fortes nas últimas semanas. Entre os principais questionamentos, podemos citar: o Pix é seguro? Podemos fazer algo para controlar essa ida e vinda de valores?

Esses pontos emergiram após o caso envolvendo o Banco Itaú que, por falha no sistema, acabou transacionando via Pix quase um milhão de reais. Na ocasião, os valores foram enviados em duplicidade, ou seja, quem fez uma transferência para alguém teve o valor retirado da sua conta duas vezes.

Os clientes impactados não foram prejudicados, pois o banco devolveu o valor ou buscou resolver diretamente com eles, mas a questão foi parar na justiça porque foi preciso acionar outras instituições financeiras para desfazer esse grande probleminha. Isso expõe a fragilidade do sistema do Pix? Não necessariamente. É natural que todo sistema seja passível de bugs. A questão é: o que fazer caso isso aconteça?

Pessoas físicas conseguem ter mais controle sobre essas operações, por serem mais pontuais e com valores mais baixos. Já as pessoas jurídicas têm que ter mais atenção. Empresas que passem a utilizar o Pix terão um grande fluxo de transações e com altos valores. Como controlar tudo isso? É preciso haver um processo de averiguação das contas, para que gestores financeiros, principalmente, tenham a segurança de que os valores debitados das contas da empresa estão indo para o lugar correto, e vice-versa. No mundo dos negócios, chamamos esse processo de conciliação financeira, que funciona como uma auditoria de todas as transações, pagamentos, cobranças e movimentações bancárias.

Apesar de estar ainda rodeado de incertezas e dúvidas, o Pix tende a revolucionar o mercado de meios de pagamento por conta das suas vantagens. Nem mesmo o Bacen pode garantir que 100% das operações aconteçam sem falhas, mas, dentro de casa, gestores podem acompanhar cada passo de cada centavo movimentado. Para isso, é preciso trazer para perto parceiros tecnológicos que ajudem nessa missão de tornar a experiência com o Pix segura e prazerosa, tendo panorama de tudo e agindo rapidamente quando necessário. Com um processo automatizado arrojado e informações confiáveis, empresas têm mais a ganhar do que perder com o Pix.

*Alexandre Góes, diretor de Novos Negócios na Boavista Tecnologia

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