PF pede prorrogação de inquéritos da Lava Jato que investigam políticos

O ministro Teori Zavascki concedeu 30 dias de prazo inicialmente, mas o Estado apurou que várias diligências ainda não foram cumpridas

Redação

13 Abril 2015 | 16h08

Por Andreza Matais e Fábio Fabrini – Brasília

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 13, a prorrogação do prazo dos inquéritos da Operação Lava Jato abertos para investigar políticos acusados de envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobrás. O ministro Teori Zavascki concedeu 30 dias de prazo inicialmente, mas o Estado apurou que várias diligências ainda não foram cumpridas. Nessa fase do processo, os policiais colhem depoimentos dos políticos, cumprem mandados de busca e apreensão e analisam toda documentação apreendida.

Teori Zavascki. Foto: André Dusek/Estadão

O ministro Teori Zavascki havia concedido 30 dias de prazo para apurações. Foto: André Dusek/Estadão

No total, o STF autorizou a abertura de 35 inquéritos contra políticos com mandatos suspeitos de se beneficiarem do esquema de corrupção, a maioria do PP. Delatores da Lava Jato disseram em seus depoimentos que os congressistas recebiam percentual de propina sobre o valor dos contratos de obras tocadas pelas diretorias da Petrobrás de Abastecimentos, Internacional e Serviços. A lista de investigados inclui os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do Senado, Renan Calheiros (AL). Os dois negam envolvimento com o esquema.

Dos políticos com mandato investigados, já prestaram depoimento: Gleisi Hoffmann, que foi acompanhada do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo; os senadores Lindbergh Farias (RJ), Humberto Costa (PE), ambos do PT. E os deputados do PP do RS Jerônimo Goergen, Renato Molling e Luiz Heinze. O Estado.com revelou ontem que Cunha se recusou a prestar depoimento nessa fase do inquérito por não ser obrigado a fazê-lo.

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