PF toma novo depoimento de esfaqueador de Bolsonaro

PF toma novo depoimento de esfaqueador de Bolsonaro

Além de ouvir Adélio Bispo, a PF ainda trabalha na análise do material apreendido com ele e nas quebras de sigilo feitas com autorização da Justiça

Fabio Serapião e Fausto Macedo

18 de setembro de 2018 | 12h19

Reprodução

O delegado da Polícia Federal Rodrigo Morais ouviu na segunda-feira, 17, o autor do atentado ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo. Delegado Regional de Combate ao Crime Organizado de Minas, o delegado deslocou-se até o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande para tomar o depoimento de Bispo no âmbito do inquérito sobre o atentando a Bolsonaro. A informação foi revelada pelo G1 e confirmada pelo Estado.

Bolsonaro foi golpeado na tarde da quinta-feira, 6, quando fazia campanha no centro de Juiz de Fora, em Minas. Ele foi operado em Minas e depois transferido para Hospital Albert Einsten, em São Paulo. Na quarta, 12, o candidato passou por uma nova cirurgia. Atualmente, está na unidade de tratamento semi-intensiva.

Além de ouvir Bispo, a PF trabalha na análise do material apreendido com o esfaqueador e nos dados das quebras de sigilo feitas com autorização da Justiça.

O ministro da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou, na semana passada, que esse inquérito deve ser encerrado e um novo será aberto para que a apuração sobre o contexto do ataque tenha seguimento.
A abertura desse novo inquérito deve ocorrer ainda nesta semana. O primeiro inquérito será encerrado porque tem prazo mais curto pelo fato de o principal investigado estar preso.

O novo depoimento de Adélio Bispo estava previsto desde a semana passada e tem como objetivo confrontar a versão do esfaqueador com os resultados das primeiras diligências.

Em nota divulgada no início da semana passada, a PF informou que continuava a ‘coleta de depoimentos, análise de dados financeiros e de outros dados existentes em imagens, mídias, computadores, telefones e documentos apreendidos’.

Por meio do inquérito, a PF quer ‘esclarecer, em toda a sua extensão, as demais circunstâncias vinculadas ao fato criminoso’.

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