PF revela pagamentos de operador para Gleisi

PF revela pagamentos de operador para Gleisi

Operação Custo Brasil descobre que valores de propinas do esquema Consist cobriu despesas de senadora petista

Julia Affonso e Ricardo Brandt

29 de junho de 2016 | 08h39

quadrogleisi4quadrogleisi1quadrogleisi2quadrogleisi3

quadrogleisi5

COM A PALAVRA, A SENADORA GLEISI HOFFMANN

As informações que constam nestas tabelas já foram alvo de matérias em agosto do ano passado. A senadora Gleisi Hoffmann volta a informar que Hernany é filiado ao Partido dos Trabalhadores e motorista do Dr. Guilherme Gonçalves. Como a senadora conhece Guilherme há muito tempo, ele cedia seu motorista quando a senadora não possuía escritório em Curitiba, como o próprio Guilherme Gonçalves já informou em depoimento à Justiça. “Ele ficou desempregado e me procurou. E, na época, em 2011, eu estava com meu tempo super restrito. Ele ficou meu motorista um tempão, até hoje. O que acontecia, como ele trabalhava comigo durante a semana, levava minha filha na natação, escola, psicólogo, andava, fazia uma cobertura e nos finais de semana, quando necessário, eu cedia ele, às vezes com meu carro particular, para atender o Ministro e a Ministra. Essa relação com o Ministro e a Ministra eu sempre tive. Uma relação de companheirismo e amizade”.

Em relação às multas eleitorais, Guilherme Gonçalves foi advogado eleitoral da Senadora nas campanhas de 2008 e 2010, conforme consta em sua prestação de contas disponível no Tribunal Superior Eleitoral. Em 2008, por um erro do escritório de Guilherme Gonçalves, um recurso de uma ação eleitoral não foi protocolado em tempo, o que ocasionou uma multa da Justiça Eleitoral, cujo pagamento ficou ao encargo de Guilherme, já que o erro foi de sua equipe. Essa situação também foi alvo de esclarecimentos pelo próprio Guilherme Gonçalves em seu depoimento à Justiça de São Paulo. “Eu fui advogado da senadora Gleisi em 2008. Na defesa de uma dessas representações por divulgação irregular de propaganda, um rapaz que trabalhava comigo na minha equipe esqueceu de colocar o nome da candidata da defesa. Quando veio a sentença, o juiz entendeu que havia revelia. E eu fui recorrendo, foi falha do meu escritório. O TSE manteve a multa. O que que eu fiz, a culpa foi do meu escritório, briguei, fui na execução, eu parcelei essa multa, eu paguei essa multa, pago até hoje. É minha responsabilidade. É muito importante deixar claro que se pegar a guia de pagamento, fizer a vinculação, dá exatamente nesse processo de 2008 quando ocorreu uma falha da minha equipe na defesa da senadora Gleisi Hoffmann”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: