PF procura 27 em seis Estados para evitar expansão do PCC no Rio

PF procura 27 em seis Estados para evitar expansão do PCC no Rio

Operação Expurgo busca desmantelar rede criminosa estruturada e organizada com base na hierarquia e disciplina, regidas por ‘Estatuto’ e ‘Dicionário Disciplinar’ próprios, que tentava expandir atuação no Rio, até contando com aproximação e parceria de outras facções já atuantes no Estado

Redação

25 de agosto de 2020 | 07h13

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 25, a Operação Expurgo para investigar atividades de lideranças e principais integrantes do PCC. Segundo a corporação, o nome da ofensiva ‘faz referência ao movimento de desfazer a estrutura da organização criminosa, evitando a sua expansão e domínio no do Rio de Janeiro’.

Agentes cumprem 27 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão em seis Estados: Rio de Janeiro (7), São Paulo (9), Pernambuco (2), Minas Gerais (5), Pará (1) e Mato Grosso do Sul (3). As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bangu.

Segundo a PF, as investigações que culminaram na Expurgo tiveram início em dezembro de 2018 e apontaram que os líderes da organização tinham o objetivo de expandir sua atuação no Rio de Janeiro, inclusive, contando com aproximação e parceria de outras facções já atuantes no Estado.

Diligências identificaram que os líderes no Rio, mesmo já presos, desempenhavam a ‘gestão criminosa’ de dentro de presídios estaduais, de onde replicavam ordens e tomavam decisões a exemplo dos chamados ‘salves’ dados pela cúpula da organização, indicou a Polícia Federal.

Mandado de prisão cumprido no Pará no âmbito da Operação Expurgo. Foto: Polícia Federal

A corporação também apontou que a rede criminosa mostrou-se estruturada e organizada com base na hierarquia e disciplina, regidas por ‘Estatuto’ e ‘Dicionário Disciplinar’ próprios que estabeleciam condutas, protocolos a serem seguidos e até a aplicação de sanções em caso de descumprimento das determinações.

“Apurou-se também que a comunicação da organização criminosa era facilitada pelo uso de aplicativos e orientava a divisão de tarefas, permitindo a definição de atividades diárias, a realização de debates e a tomada de decisão; bem como a difusão de diretrizes a serem adotadas pelos membros e o monitoramento das atividades das forças de segurança estaduais”, informou a PF em nota.

Segundo os investigadores, os presos serão autuados pelos crimes de tráfico de drogas e armas, ‘sem prejuízo de outras condutas ilícitas eventualmente identificadas no decorrer das investigações’.

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