PF prende Lobão, o contrabandista

PF prende Lobão, o contrabandista

Operação Revanche, deflagrada na quarta-feira, 28, pegou Roberto Eleutério da Silva, apontado como o principal 'importador' de cigarros do Paraguai e líder de uma organização que mantinha estrutura empresarial com faturamento diário de R$ 1 milhão com distribuição de 800 mil maços

Luiz Vassallo e Julia Affonso

29 de junho de 2017 | 13h19

Roberto Eleutério da Silva (de camisa listrada), o Lobão, durante depoimento à CPI Federal da Pirataria, na Assembleia Legislativa de São Paulo – 2003. Foto: Alesp

A Operação Revanche, da Polícia Federal, prendeu Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, apontado como o maior contrabandista de cigarros paraguaios em atividade no Brasil. Lobão é um velho conhecido dos investigadores. Ele já tem contra si uma condenação a 22 anos e quatro meses de prisão por formação de quadrilha, falsidade ideológica, contrabando, falsificação de selos do IPI e evasão de divisas.

PF fez buscas até na Delegacia da Aclimação

Segundo a PF, a organização liderada por Lobão distribuía 800 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai e faturava R$ 1 milhão por dia.

Operação Revanche foi deflagrada nesta quarta-feira, 28. A PF mobilizou um efetivo de 120 policiais que cumpriram 10 mandados de prisão – de 15 expedidos – e 26 de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná.

Os federais prenderam sete suspeitos em regime preventivo, entre eles Lobão, e três em regime temporário. Cinco investigados estão foragidos.

Nas buscas da Revanche foram apreendidos R$ 136 mil, uma pistola 9mm, um revólver calibre 38, documentos, cheques, HDs, pendrives e dois veículos.

O inquérito policial foi aberto em março de 2014. A PF destaca que o grupo mantinha uma ‘estrutura empresarial voltada à compra, venda, guarda e distribuição de cigarros, ‘corrompendo servidores públicos encarregados pela repressão’.

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