PF prende ‘Kiko’, ex-subsecretário de Cabral

Publicitário Francisco de Assis Neto teve a prisão preventiva decretada na Operação Eficiência, por suspeita de movimentar US$ 7,7 milhões do esquema do ex-governador, e foi preso nesta sexta, 3, quando desembarcou no Galeão procedente dos EUA, onde curtia férias com a família

Fausto Macedo e Mateus Coutinho

03 de fevereiro de 2017 | 12h05

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 3, no Aeroporto do Galeão, Rio, o ex-subsecretário na área de Comunicação do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), o publicitário Francisco de Assis Neto, o “Kiko”. Alvo da Operação Eficiência, da Polícia Federal e da Procuradoria da República, ‘Kiko’ estava na lista vermelha da Interpol desde a deflagração da Eficiência, na semana passado.

A defesa de ‘Kiko’ informou que ele estava de férias nos EUA com a família e retornou para se entregar às autoridades e ‘esclarecer tudo o que paira com relação a ele’.

‘Kiko’ é um dos investigados pela Procuradoria da República e pela Polícia Federal no Rio sob suspeita de atuar na organização criminosa supostamente liderada por Cabral que teria lavado ao menos US$ 100 milhões em propinas por meio de contas no exterior. Os investigadores suspeitam que o publicitário teria movimentado US$ 7,7 milhões do esquema atribuído ao peemedebista.

‘Kiko’ é o último investigado da Operação Eficiência que teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, a ser detido. Ao todo, foram expedidos nove mandados de prisão preventiva na operação, incluindo o do empresário Eike Batista, que também estava nos EUA e retornou ao Brasil na segunda-feira, 30, quando foi detido.

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